TIRA DÚVIDAS COM O PROF. SILVIO PENTEADO

Pergunta: Prof. Silvio. Gostaria de saber se uma fruteira, manga por exemplo, localizada próximo a uma fossa sanitária ou esgoto, ao absorver esta água oriunda dos dejetos trasmite para os frutos soluções impróprias para o consumo humano?

Resposta: A aplicação direta de água negra (de esgotos)não é recomendável, é permitido somente águas cinzas, que vem de torneiras e chuveiros.Nesse caso, a água é encaminhada para uma caixa aberta na terra do solo, sendo que são colocadas camadas de pedra e areia para a filtragem da água.Ao redor da caixa são plantadas a bananeira e outras plantas que não tem raiz muito profunda. Esta água depois de filtrada, poderá ser encaminhada para áreas de fruticultura. A Embrapa Meio Ambiente desenvolveu um projeto para águas negras (pode ser acessado na sua página www.embrapa.br)que o esgoto passa por dois tanques de biodigestão, depois poderá ser aplicado em árvores frutíferas.

Pergunta: Prof. Silvio. Estudando a parte de manejo e fertilidade da lição 12, vi que o Magnésio, estando no solo acima de 15% da CTC já é prejudicial às plantas. Que devo fazer para conter esses danos já que não posso retirá-lo? Acaso seria aumentar o teor de cálcio via outras fontes que não seja calcário dolomítico?

Resposta: Correto, o ideal será utilizar uma calcário calcítico ou outro que tenha um menor teor de magnésio. A relação do calcário dolomítico é de 2 partes de cálcio para 1 parte de magnésio e isto deixa o solo com altos teores de magnésio. A boa relação de cálcio/magnésio no solo é no mínimo 3 Ca para 1 Mg (3/1), sendo recomendado por alguns técnicos relações bem maiores como 4 a 7/1. Quanto um solo tem muito magnésio, há desequilíbrio na absorção dos nutrientes dos solos, com prejuízos para a nutrição das plantas.


Pergunta: Professôr Silvio. Sei que corrige-se a acidez de um solo, através da aplicação de calcário, que em consequência eleva o ph. Por que esta correção só aconteçe com a aplicação do calcário e não com as outras fontes de calcio?

Resposta: Sim, a correção é feita com materiais ricos em cálcio e magnésio, os quais são os mais ricos nesses elementos. Há outros materiais que possuem cálcio, em menores teores, como o gesso ou rochas moídas,que podem ser utilizados também de acordo com a certificadora orgânica. Há produtos ricos em cálcio e magnésio, como o cal hidratada ou cal virgem, que também fornecem cálcio, de uma forma mais rápida e poderão ser utilizados. Muitos adubos verdes são ricos em cálcio e magnésio e seu emprego enriquecem o solo com esses elementos, corrigindo as deficiências e neutralizando o alumínio (que em elevado teor afeta o crescimento das raízes).

Pergunta: queria saber se assim como o urina bovina funciona como fonte de nitrogenio a urina de outros animas ehrbivoros como ovinos, coelhos etc funciona tambem asim como urina bovina? obrigado

Resposta: Não temos essa informação, porém cremos que é possível seu emprego, uma vez que até a urina humana é utilizada na África na agricultura em aplicações foliares. Em todo caso, o produtor deve sempre consultar sua certificadora para receber a autorização para o emprego, pois sempre ocorrem riscos de contaminação química e biológica.

Pergunta: Não consegui fazer o cálculo de recomendação de adubação orgânica de fertilizantes sólidos com a fórmula x = A ____________________ B dividido 100 x C div.100x D div.100 Se possível, fico grato se resolver este exemplo de forma detalhada. Uma análise de solo que expressa 2mg/dm3 de P, quantos gramas ou Kg eu preciso de esterco de galinha para suprir uma goiabeira adulta, que segundo dados desta região precisa de 100g de P2O5 ao ano?

Resposta: Vou dar um exemplo: Suponhamos que precisamos calcular a quantidade de adubo orgânico necessária para aplicar na cultura do morango. A disponibilidade local de adubo orgânico é a cama aviária. Considerando o solo onde vai ser implantada a cultura de morango, verificamos que tem alto requerimento de nitrogênio, por ser pobre em matéria orgânica. Nestas condições, a exigência média é 180 kg/N/ha, sendo 40 kg/ha no plantio. Utilizando como adubo orgânico a cama aviária, com teor de 2,8% N, significa que em 1.000 kg temos 28 kg de N. Desta forma, teremos as seguintes necessidades de cama aviária. 1. PLANTIO: A (quantidade de nutrientes)= 40 kg Matéria seca: 70% % Nutrientes: 2,80% Índice de Conversão: 50% X = ________________A____________ m.s./100 x % nutriente/100 x IC/100 X = ________40_________ = 40 = 4.000 kg/ha 70/100 x 2,8/100 x 50/100 0,01 Quantidade no plantio= 4.000 kg/ha ou seja 400 gramas de cama aviária por metro quadrado. 2. COBERTURA Quantidade em cobertura = 180 kg N (exigência total) – 40 kg N (plantio)= 140 kg N (cobertura) Se para 40 kg de N preciso de 4.000 kg de cama aviária, para 140,0 kg N vou precisar de 14.000 kg de cama aviária ou seja 1.400 gramas por metro quadrado. Essa quantidade deverá ser dividida em duas (de 700 g/m2) ou três (de 456 g/m2) parcelas em cobertura junto às plantas. Total de cama aviária necessária = 18.000 kg / hectare. Observação: No próximo plantio na área devo considerar que ainda haverá nitrogênio disponível, cerca de 50% do que foi aplicado.

Pergunta Nº.: 119

Pergunta: Por que numa adubação verde, devemos ter o cuidado de implantar gramineas para melhorar a relação C/N, no ato da incorporação, mesmo sabendo-se que o C,N,O são nutrientes fornecidos pela água e o ar?

Resposta: A atmosfera fornecem C,N.O, porém o nitrogênio e o carbono não estão prontamente disponíveis. O oxigênio é retirado através da respiração. O carbono é retirado através da fotossíntese e o nitrogênio através da fixação biológica e da mineralização pelos microrganismos no solo. A qualidade do composto com gramíneas é melhor em termos de durabilidade do adubo no solo,pois suas partículas ricas em celulose são mais resistentes, apesar de menor teor de nutrientes em geral. As gramíneas tem uma decomposição mais demorada que as leguminosas e por esta razão dão maior período de proteção e cobertura aos solos.A relação boa para a atividade de decomposição dos microrganismos é 1 parte de nitrogênio para 30 partes de carbono, assim não haverá falta de nitrogênio para as plantas no solo, isto é, bloqueio de N, que deixa as plantas amareladas.



Pergunta Nº.: 117

Pergunta: bom dia qeuria ter mais informações sobre a utilização de urina bovina na agricultura organica se ela pode ser utilizada apenas como fonte de nitrogenio se pode ser uzada frequentemente ou pode causar algum tipo de problema se utilizada com muita frequencia? e se teria masi algum outra utilização alem da anterior? obrigado

Resposta: A urina animal para aplicação na lavoura vem sendo estudada desde 1992, pelo pesquisador da PESAGRO-RIO Ricardo Gadelha, principalmente na região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Na aplicação foliar deve-se ter cuidado com folhas e brotos novos e considerar que o uso contínuo pode ser tóxico, podendo afetar o solo e causar acidificação. Características: A urina de vaca contém nutrientes favoráveis ao bom desenvolvimento das plantas, como: potássio, sódio, nitrogênio, enxofre, magnésio, cálcio, fósforo e traços de outros elementos. Nas plantas, funciona como um fertilizante natural, tornando-as mais resistentes ao ataque das pragas e doenças. São encontrados também na urina, outras substâncias, como fenóis, e principalmente o catecol, que parece estar associado à recuperação de plantas atacadas por fitopatógenos e outra substância igualmente importante que é o hormônio ácido indolacético. Para seu emprego, a urina recém coletada, deve ser armazenada sob condições ambientes, por três dias, para que se forme a amônia, importante produto a ser absorvido pelas plantas. Recomenda-se, ainda, que o armazenamento deva ser feito em recipiente fechado, para que não ocorram perdas de nitrogênio. Desta forma, poderá permanecer por até um ano sem comprometer sua eficiência. Dosagens e recomendações: Em hortaliças, o uso da urina de vaca é recomendado em pulverizações foliares semanais, na concentração de 0,5%, para: tomateiro, pimentão, pepino, feijão vagem e couve ou quinzenais a 1%, para as culturas do quiabeiro, jiloeiro e berinjela. No caso de algumas fruteiras, como por exemplo o abacaxi, recomenda-se, numa primeira fase, realizar as pulverizações foliares mensais, na concentração de 1%, nos quatro primeiros meses do plantio e a 2,5%, nos meses seguintes, até a indução da floração, interrompendo-as por um período, e reiniciando-as após o avermelhamento das folhas. Para fruteiras, em geral, a primeira aplicação, na concentração aproximada de 5%, deve ser realizada diretamente no solo (500 ml/planta). Mensalmente, devem ser realizadas pulverizações foliares a 1%, para plantas jovens e a 2,5% plantas adultas.



Pergunta Nº.: 115

Pergunta: Prezado Prof Silvio, Tenho algumas dúvidas quanto ao conteúdo da pagina sete, cujo titulo é Degradação dos solos. I- A introdução do item Degradação física do solo cita três tipos de degradação: 1) perda de solo pela erosão, 2) destruição da estrutura do solo, e 3) compactação. E em seguida descreve sobre os tipos de erosão hídrica. Pergunto, existe outro tipo de erosão? Quais? II- O segundo parágrafo deste item exemplifica a degradação física do solo. Pergunto, a eliminação da cobertura vegetal, uso intensivo de lavras convencionais, uso equipamentos inadequados de preparo e de cultivo, que modificam desfavoravelmente as propriedades físicas do solo, refere-se a qual (is) tipo (s) de degradação (ões) físicas do solo?? III- O que é uso intensivo de lavras convencionais?? (ainda neste parágrafo) IV- Mesmo depois de ler que EROSÃO é a lavagem de partículas finas do solo por escorrimento; LIXIVIAÇÃO é a lavagem de nutrientes pelas chuvas ou enxurradas e LATERIZAÇÃO é o processo final da lixivição, resultando na elevada concentração de hidróxido de alumínio, ferro e manganês no solo, ainda não consegui distinguir claramente a diferença entre estes termos, uma vez que entendia por lixiviação o conceito dado a erosão!!! Grata pela atenção Aguardo reposta Teiamar Bobot

Resposta: I.Além da erosão pela água, existe a degradação por erosão através do vento, que arrasta e leva para longe as partículas do solo, de modo significativo.II. A eliminação da cobertura do solo, assim como a lavra contínua favorecem a degradação física do solo, pois destruindo sua estrutura e os grânulos do solo expôe as partículas à erosão pela água e vento. III. O uso excessivo é o emprego contínuo de grades, arados de discos e aiveca e enxadas rotativas, que provocam a perda da estrutura do solo. IV. Lixiviação é mais empregado para descrever a lavagem ou perda dos nutrientes do solo no perfil em profundidade.

Pergunta Nº.: 114

Pergunta: bom dia! tenho uma pequena plantação de framboesa cerca de mil pes e digamos uqe elas ñ estam crecendo como o desejado esta lento o crescimnento delas sendo qeu no momento ñ temho no caso composto organico ou esterco curtido! sera que funcionaria colocar ou na fertirrigação ou ate diretamente na planta em pequenas quantidades urina de gado? ouvi diser uqe seria tipo nitrogenio puro e ajuda na decomposição tipo de capim secos é correto isto? poderia utilizar nas framboesas urina de gado? obrigado!

Resposta: Poderia utilizar pequenas doses de húmus de minhoca ou biofertilizante foliar ou no solo, tendo o cuidado do uso controlado , pois seus nutrientes são muito disponíveis e podem liberar nutrientes (ver teoria da trofobiose). Quanto a urina de vaca, tem que deixar descansar por 3 dias e utilizar 0,5% em aplicação semanal ou 1,0% cada 15 dias.

Pergunta Nº.: 113

Pergunta: Prof. Silvio gostaria de saber se na agricultura orgânica posso utilizar esterco de ovino.Como. Obrigado. Rosa C. Andraus

Resposta: Sim, podemos utilizar qualquer esterco animal.Agora, o que é importante saber a origem do esterco, se for da sua propriedade, que já é certificada, é livre. Se for de fora, deve ser comunicado à certificadora e deve ter laudo que demonstre que o esterco animal não possui contaminantes químicos, físicos e biológicos. Mesmo se utilizar o esterco de sua propriedade ele deve estar incluído no seu plano de produção, no item de adubação, relatando o processo de cura e dosagens de emprego.



Pergunta Nº.: 109

Pergunta: Caro professor na agricultura orgânica, uma das principais reclamações do produtores uma delas é o controle da mato competição,se utiliza mulching plástico, enxadinha e monda. Diferente do convencional que desseca as invasoras com herbicida. Ainda não testei, apenas vi a receita do fermentado de repolho como dessecante de adubação verde. Este também pode funciona no controle da vegetação invasora? Existe alguma outro método, pode-se usar sal/salmora, será que funciona? Grato Ramiéri.

Resposta: O controle de infestantes é realmente difícil na agricultura orgânica, pois precisamos reduzir a infestação numa área com adubos verdes para depois entrar com cultivos anuais e fazer ainda carpas manuais ou mecânicas. No caso do plantio de culturas permanentes ou plantas grandes, para trabalhar com o adubo verde roçar ou passar um triton ou rolo-faca e fazer leve incorporação (até 5 cm) com uma grade leve. No caso de plantas menores, ou hortaliças, como cenoura e rabanete, temos que fazer uma incorporação mais profunda com enxada rotativa e esperar cerca de 30 dias para plantar, pois é muita quantidade de massa vegetal. Quanto ao fermentado de repolho, não tenho prática com o produto, pois serve para algumas espécies de plantas e em algumas situações, assim com soluções de sal. Uma prática viável é o emprego de calor, com o lancha-chamas, que vem sendo utilizado em grandes propriedades orgânica de forma mecanizada.No cd rom que enviaremos há vários artigos sobre o assunto.

Pergunta Nº.: 108

Pergunta: Prof. emprimeiro quero agradece-lo pelas aulas o material é muito bom. Tive algumas dificuldades nas duas últimas questões da 2 aula, mas acredito que foi por causa de uns problemas pessoais. Tenho dois problemas na fazenda: - como combater ratos. Que produto usar. - tenho alguns flamboiãs nafazenda quw estão sendo cerrada por um bezouro que não sei o que fazer. Exiate algum remédio para isso. Obrigado Rosa

Resposta: PROGRAMA ALTERNATIVO DE CONTROLE DE ROEDORES O programa de controle de roedores fundamenta-se na adoção de diferentes medidas, dentre as quais podemos citar as seguintes: (a) implantação de barreiras físicas, (b) adoção de métodos para saneamento de ambientes e (c) redução do número de indivíduos da população. Sendo as duas primeiras medidas de caráter preventivo visam minimizar as disponibilidades dos três fatores essências a sobrevivência dos roedores, que são: (a) água, (b) fonte de alimento e(c) refúgio. Enquanto a última visa o emprego agentes químicos para eliminar ou reduzir populações de roedores. a) Barreiras Físicas: A adoção de barreiras físicas, visão prover as edificações de artifícios que minimizem a ação de roedores. Desta forma, edificações devem ser construídas com: (a) pisos em concreto com espessura maior que 7,5 cm sob bases adequadamente compactadas e (b) alicerces em concreto, os quais devem projetar no mínimo 30 cm acima da linha de terra. Além desses detalhes, no caso de unidades armazenadoras de grãos, as aberturas externas dos dutos de aeração e entradas dos ventiladores devem ser fechadas quando não estão sendo usadas. Ressalta-se que existem outras alternativas aplicáveis a cada tipo de edificação. b)Saneamento de Ambientes: Saneamento de ambientes constitui-se em procedimentos que visam eliminar possíveis locais de abrigo e fontes de alimentos e água. c)Redução da População de Roedores:A redução do tamanho de uma população de roedores pode ser feito pelo uso de ratoeiras ou pelo uso de agentes químicos denominados raticidas. As ratoeiras basicamente são comercializadas em dois tamanhos, destinadas ao controle dos camundongos e dos ratos de telhado. A eficiência do emprego das ratoeiras esta: (a) no emprego de iscas apropriadas como: queijo, carne fresca e toucinho, e (b) na colocação destas em locais onde hajam infestação. Medidas Preventivas: • manter as instalações em bom estado de conservação procurando eliminar possíveis locais de abrigo, como buracos em paredes; • eliminar vegetação em torno das instalações a pelo menos a uma distância de 1 m; • remover pilhas de lixo, restos de materiais de construção e sucatas. Pois, estes entulhos podem servir de abrigo. Caso, seja necessário empilhar algum material, a pilha deve ser montada a uma distância superior a 30 cm das paredes e a uma altura de 30 cm do solo; • tampar reservatórios de água; • sanar vazamentos em tubulações de abastecimento de água; • limpar periodicamente galerias de escoamento de águas pluviais, evitando o acumulo de água. • Lixo.restos de comida:coloque dentro de latas ou lixeiras, mantidas bem tampadas, antes de anoitecer, todo lixo de sua casa, principalmente, restos de comida, em sacos plásticos ou embrulhados em jornais.Se não houver coleta de lixo na sua cidade, deve-se enterra-lo.nunca joga-los nos cantos de quintais, jardins e terrenos baldios • Produtos alimentícios: :guardar arroz, farinhas, macarrão, açúcar, biscoitos, doces, queijos, etc. em vasilhante de vidro ou metal • Quartos e armários de despejos: manter uma boa arrumação dos objetos ai depositados. Não juntar nem acumular revistas, jornais, livros, roupas, calçados e moveis estofados usados • Garagem e sótãos: Não utilizar esses locais para guardar pneus, moveis, caixotes e restos de material de construção • caixas de gordura e esgoto:limpa-las quinzenalmente. Substituir as tampas quebradas e mante-las bem fechadas. • Vão e aberturas: Vão de portas e janelas com mais de 1 cm devem ser fechados com laminas de metal.Vao entre telhas e paredes devem ser cobertas por tela metálica com malha de 6 milimetros. • Jardins: Manter limpo e com grama bem aparada. Não plantar arvores ou trepadeiras junto a casa. Podar os galhoes que se encostarem no telhado.Nao deixar escadas ou madeira encostada a parede da casa Métodos Mecânicos: através do uso de armadilhas que capturam o animal vivo (incruentas,) como as gaiolas, e as que produzem a morte do animal durante a captura (cruentas). Estas últimas, mais conhecidas como ratoeiras “quebra-costas”, são de ótimos resultados contra camundongos, mas limitadas contra ratazanas ou ratos de telhado. O uso de ultrassom e aparelhos eletromagnéticos são também considerados métodos mecânicos. Pode ser feito uma armadilha, colocando gesso em pó misturado com queijo ralado e farinha de trigo em uma vasilha, deixando perto uma vasilha com água, o roedor depois de consumir o gesso sente sede, toma água e empedra o gesso no seu intestino, morrendo dias depois. Ressalta-se que tanto no emprego das ratoeiras como dos raticidas é importante aguardar de dois a três dias para que estes agentes venham a surtir efeito. Pois, geralmente, os roedores possuem neofobia desconfiança a objetos e alimentos novos). Método Químico: Quanto aos raticidas, estes apresentam-se basicamente em duas modalidades de formulações: as de ação rápida e as de ação lenta. Ação rápida: Não são aceitas no sistema orgânico. Geralmente, são empregadas em dose única, fazendo efeito em 24 horas. Nesta categoria tem-se substâncias como: arsênio, fluoracetato de sódio e alfa-naftil-tioureia. Ação lenta: Enquanto dentre os de ação lenta (de 3 a 10 dias de efeito) tem-se os anticoagulantes. Estes raticidas possuem como princípio ativos substâncias que inibem a formação da protombina em animas de sangue quente. Fato que promove o aparecimento de hemorragias capilares e em órgãos internos. O uso deste tipo de raticida é preterido pelo fato de evitar que os roedores venham a repelir a isca. Raticidas Crônicos: são os que provocam a morte do roedor alguns dias após a ingestão do mesmo. São largamente utilizados no mundo devido à sua grande margem de segurança e à existência de antídoto altamente confiável, a vitamina K1 injetável. Estes raticidas anticoagulantes podem pertencer a dois grupos: - os derivados da indandiona: (pindona, isovaleril indandiona, difacinona e clorofacinona); - os derivados da cumarina (hidroxicumarínicos): que são os mais utilizados no Brasil e no mundo. Os hidroxicumarínicos são divididos em dois sub-grupos, segundo: sua forma de ação: os de dose múltipla e os de dose única. a) Quanto sua Forma de Ação: - Raticidas de Dose Múltipla ( ou de 1ª Geração): São aqueles com baixa toxicidade, apresentando efeito cumulativo no organismo, necessitando serem ingeridos mais de uma vez, para que os sintomas de envenenamento apareçam. Por serem de baixa toxicidade, porém eficazes, são ideais para se manter nos postos permanentes de envenenamento (PPE) durante o ano todo, para controlar ratos invasores em áreas indenes sob risco ou áreas já tratadas e controladas. O efeito destes raticidas nos roedores é retardado, ocorrendo o óbito num período de dois a cinco dias após a ingestão da dose letal, o que impede que os demais membros da colônia percebam o que os está eliminando, principal fator de sucesso desses compostos. O cumafeno (warfarina) constituiu-se no composto raticida mais empregado em todo o mundo. - Raticidas de Dose Única (ou de 2ª Geração): São os que com a ingestão de apenas uma dose, causam a morte do roedor entre três a dez dias após sua ingestão. Recomenda-se uma nova aplicação após oito dias da primeira, no sentido de atingir os roedores que eventualmente não tenham ingerido o raticida da primeira vez. Os raticidas de dose única surgiram após o aparecimento dos casos de resistência aos raticidas de dose múltipla, sendo eles o bromadiolone e o brodifacoun.;o flocoumafen e a difetialona, com características muito próximas dos dois compostos já mencionados. Por serem mais concentrados, esses raticidas são mais tóxicos que os anticoagulantes de dose múltipla, devendo ser empregados com bastante cuidado, critério e técnica para se evitar acidentes intoxicantes. Alguns produtos comerciais de bloco parafinado são: a base de brodifacoum 0,005% (Klerat ® e Ratol®), difethilalone 0,0025% (Rodilon®), bromadiolone a 0,005% (Maki®), ambos raticidas anticoagulantes de dose única. b) Quanto às formas de apresentação, os raticidas, podem ser classificados em: - Iscas: geralmente constituídas por uma mistura de dois cereais, pelo menos, alimento este mais apreciado pelo roedor (milho, arroz, cevada, centeio, etc). Essas iscas podem ser moídas na forma de uma farináceo, peletizada formando pequenos grânulos, ou integrais contendo apenas grãos quebrados. Alguns fabricantes adicionam substâncias atrativas às iscas como óleo de côco e açucar. Essas iscas devem ser colocadas de tal modo a serem facilmente encontradas pelos roedores. - Pós de contato: raticida formulado em pó finíssimo, para serempregado nas trilhas e ninhos. O pó adere aos pêlos do roedor, que lambe o corpo ao proceder sua higiene, ingerindo, assim, o raticida. São mais eficazes e concentrados que as iscas, devendo ser utilizados com cuidado e atenção a fim de evitar-se contaminação de gêneros alimentícios e intoxicações acidentais em animais não alvo; - Blocos impermeáveis: são constituídos por cereais granulados ou integrais envoltos por uma substância impermeabilizante, formando um bloco único; geralmente, emprega-se a parafina para este fim. São utilizados em galerias subterrâneas de esgoto, de águas pluviais, canais de irrigação, canalizações fluviais, de fiações elétricas, na orla marítima ou ribeirinha, nas áreas inundáveis, onde a disponibilidade de alimento não seja muito grande. Em condições adversas esses blocos também sofrem a ação do mofo, deteriorando-se ao longo do tempo, porém sua vida é bem maior do que as iscas comuns. Apresentam várias formas e geralmente contém um orifício que permite sua amarração. As caixas porta-iscas podem geralmente ter as dimensões de 28 cm de comprimento por 20 cm de diâmetro e 8 cm de altura, distribuídas ao redor das edificações. Acidentes com Raticidas: Os raticidas são tóxicos; porém os raticidas anticoagulantes registrados no Brasil têm antídoto confiável e seguro. Portanto,intoxicações acidentais envolvendo homens ou animais, podem ser revertidas, se atendidas a tempo e de forma adequada, mas os raticidas devem ser cuidadosamente empregados para que sejam evitados acidentes desagradáveis e irrecuperáveis. Considerando os potências de intoxicação dos raticidas aos seres humanos e a outros animais de sangue quente é recomendado que estas substâncias sejam manipuladas em conformidade com as recomendações estipuladas nas embalagens. E ao final dos tratamentos os retos dos raticidas devem ser descartados conforme determinação dos fabricantes. Outro fator importante é que os recipientes utilizados para colocarem as iscas não permitam: (a) que as iscas sejam atingidas por água de chuva, (b) que crianças tenham facilidade de abrir o recipiente, e (c) que outros animais consigam ingerir as iscas. No caso de ingestão acidental de raticidas anticoagulantes, deve- se levar o paciente prontamente a um médico (ou veterinário, se for um animal),sempre que possível, levando a embalagem do raticida para melhor orientar a assistência médica. Essas e outras informações poderão ser obtidas nos sites: http://www.agais.com/roedores.htm http://www.higieneocupacional.com.br http://www.controleintensivo.com.br/htm/rato.htm Quanto aos besouros, deve utilizar repelentes naturais, como pulverizar o local com extrato de alho ou de nim, esterco curtido de vaca a 50%, entre outros.

Pergunta Nº.: 107

Pergunta: Gostaria de saber mais sobre o ajuste osmótico.

Resposta: O Ajuste Osmótico é um dos mecanismos de defesa da planta ao sofrer um stresse hídrico,há perda de água pela célula e uma concentração de solutos. Através do ajuste osmótico ocorre um reajustamento da concentração de solutos nas células da planta e a retenção da umidade. A planta desenvolve esse processo para manter a umidade dentro das células e continuar o seu ciclo vegetativo e produtivo. Vamos abordar o assunto com maior detalhe a seguir: O que significa? É a características de algumas espécies de plantas em ajustar osmoticamente suas células, como uma das respostas fisiológicas e moleculares ao déficit hídrico em plantas Como ocorre?: Durante a seca, as plantas ativamente acumulam açúcares, ácidos orgânicos e íons no citosol para diminuir o potencial osmótico e, conseqüentemente, manter o potencial hídrico e o turgor de suas células próximo do nível ótimo. Quando o turgor é mantido, processos como condutância estomática, taxa de assimilação de CO2 e expansão dos tecidos são total ou parcialmente mantidos. Mudanças no potencial osmótico causado pela concentração de solutos, resultante da perda de água e aquelas causadas pela acumulação ativa de solutos são distintas. Na ausência de acumulação de solutos o potencial osmótico é inversamente relacionado com o volume osmótico. Reduções no potencial osmótico ocorrem pelo aumento na concentração de solutos presentes na célula túrgida. O ajuste osmótico, portanto, ocorrerá somente se ocorrer a acumulação ativa de solutos, propiciando, em várias espécies, o aumento na capacidade de tolerar períodos curtos de seca. Existe considerável variação, entre diferentes culturas, na capacidade de ajuste osmótico e isso deve ser considerado ao se medir a habilidade da cultura em suportar a seca.Essa característica é diferente nas espécies de plantas cultivadas. Tem sido observada alta capacidade de ajuste osmótico em espécies como o sorgo e o algodão; ajustes mais moderados são observados em girassol, enquanto o trigo e a soja normalmente apresentam baixa capacidade de ajuste. A capacidade de aumentar a tolerância à seca ocasionada pelo ajuste osmótico em algumas espécies tem sido relacionada com a ocorrência da diminuição do potencial osmótico e com a retenção de água dela decorrente.



Pergunta: bom dia prof Silvio estou tendo problemas com uma larva ou nematoide que esta atacando as raizes das estacas de mirtilo e framboesa que estão em fazes de enraizamento sendo que ja esta causando perda de mudas pois quando a estaca esta formando as raizes a larva devora as raizes novinha ou os calos onde iria sair as prineiras raizes sendo qewu deixa varios furinhos tipo galerias nas estacas ñ sei se vc saberia me informar que especie de larva seria esta ou quais poderiam ser? a larva que eu encontrei mede cerca de 1mm masi ou menos talves tambem sejam novas ainda pois faz pouco tempo que as percebi! caso saiba de formas de controle seria de grande ajuda obrigado

Resposta: É difícil dizer que tipo de larva seja, portanto o melhor seria levar até um técnico ou agrônomo que pudesse levar para a identificação num laboratório. Como controle seria a aplicação no solo de extrato de plantas, como alho, nim e Bacillus thurigienses (que tem bom efeito sobre lagartas).

Pergunta Nº.: 104

Pergunta: bom dia uqeria saber sobre o controle da broca-pequena com trichogramma pretiosum queria saber se apos a vespinha parasitar o ovo da lagrata ira eclodir do ovoo oque necessariamnete? ainda seria a brocapequena e apos em ves de virar mariposa vira vespa ou do ovo sai a vespa? em fim ela ira se alimentar do fruto no caso tomate ou physalis ou ñ? obrigado

Resposta: Como respondi anteriormente não há perigo do inimigo natural alimentar-se do tomate, pois ela vai sempre buscar a lagarta da praga para fazer a postura dos ovos e nunca iria colocar os ovos no tomate.

Pergunta Nº.: 103

Pergunta: teria como voce me dar digamos os itens para o cultivo de tomate organico tipo como controlar as pragas e doenças como tambem plantas que são digamos companheiras da cultura ou que aumente os inimigos naturais ou seja digamos um passo-a-passo de cuçltivo de tomate obrigado

Resposta: Objetivo: Combate de Antracnose, Requeima, Stenfilium, Septoriose, Pinta Preta, doenças bacterianas (Cancro e mancha bacterianas) e repelência de pragas como a larva minadora. 1. FASE INICIAL Calda Bordalesa a 0,2 a 0,5% e Calda Viçosa Tomate (50% da dosagem) em aplicações semanais, já no viveiro de mudas, quando as plantinhas apresentarem as primeiras quatro folhas. Obs. O tratamento das mudinhas com extrato da planta ornamental Primavera favorece sua resistência contra a ocorrência da doença vira-cabeça do tomateiro. 2. FASE ADULTA Calda Bordalesa a 1,0%, Calda Viçosa ou Calda Viçosa (calda cúprica com micros) intercaladas em aplicações semanais. Em culturas instaladas em estufas, reduzir em 50% as dosagens e fazer os tratamentos em períodos frescos, pelos riscos de queima da planta. Enquanto não estiver com sintomas de doenças, a quantidade de sulfato de cobre no tomateiro poderá ser reduzida para 500 gramas. Devendo-se lembrar que a calda Viçosa é um fungicida que deve ser empregado preventivamente (Zambolim et alii,1990). A calda Sulfocálcica poderá ser empregada sozinha (300 ml em 100 litros de água) ou com a mistura de pimenta ou alho ou biofertilizantes orgânicos para controle de tripes e outros insetos. O uso de controle biológico, com bactérias Bacilus thuringiernsis, como Dipel ou BacControl, tem apresentado alta eficiência contra as brocas do tomateiro. Não é recomendável misturar à calda Bordalesa ou Viçosa outros produtos químicos para o controle de insetos na cultura.

Pergunta Nº.: 102

Pergunta: quais plantas são masi indicadas para cobertura de solo e descompactadora de solo para plantas perenes como maçã uva framboesa obrigado

Resposta: Para as fruteiras utilize plantas de adubação verde que não subam nas plantas, como a mucuna anã. Para decompactar o solo, pode ser plantado o guandú e o nabo forrageiro. Outros adubos verdes, como as crotalárias também fazem a descompactação do terreno, fornecendo também boa quantidade de massa verde.

Pergunta Nº.: 101

Pergunta: qual seria um solo ideal para o cultivo de morango em clima temperado tipo nivel de macro e micronutrirntes em geral tipo N. MG, CA, B , ZN etc,? solo argiloso saberia se tem e onde eu poderia conseguir uma lista de niveis de nutientes necessarios para determinada cultura ou estes dados é disponivel apenas para tecnicos ou do ramo? obrigado

Resposta: Os solos médios (nem muito argilosos e nem arenosos)são os melhores para a cultura do morango. Devem ser profundos e não encharcados. Quanto á adubação: No pré-plantio incorporar 3 a 4 kg do composto orgânico por m2, de 10 a 20 dias antes do plantio; termofosfato (yorin) na base de 150 a 200 g/m2; 200 a 300 g/m2 de bokashi .No plantio, antes de cobrir o solo com o plástico, fazer uma cobertura com 150 a 200 gramas de Bokashi solo/ m2, ao redor das mudas. Tratos Culturais: O melhor sistema é o localizado, com gotejamento. Irrigar após o transplante, na formação dos botões, floração e frutificação. O excesso de umidade na planta afeta a polinização e favorece as doenças. Deficiências minerais As deficiências mais comuns são de Potássio, Cálcio e muito raro acontecer deficiência de nitrogênio. Os sintomas podem surgir aos 28 e 40 dias do transplante. Altos teores de potássio e cálcio promovem desequilíbrio de magnésio e vice versa. É indispensável realizar análise do solo e foliar. Para fazer a análise foliar colher a 3 ou 4º folhas, no início do florescimento. Potássio: coloração púrpura avermelhada a partir das margens externas dos folíolos de folhas mais velhas. Cálcio: Os ápices das folhas em início de desenvolvimento apresentam-se com coloração castanha; com o desenvolvimento da folha os ápices surgem necróticos, originando folíolos de tamanhos menores que os normais; este sintoma é conhecido como “ponta queimada” ou lesões secas. Boro: Sintomas progressivos aparecem nas folhas em inicio de desenvolvimento; necroses nas pontas, distorções e cloroses nos folíolos

Pergunta Nº.: 100

Pergunta: Como manter controlado o cupim de montículo e a mosca branca?

Resposta: A resposta quanto ao cupim está na pergunta anterior. Quanto á mosca branca um dos métodos é a aplicação de solução de 1% de detergente neutro (1 litro) para 100 litros de água. Outros produtos naturais, como o extrato de alho e nim poderão ser testados.

Pergunta Nº.: 99

Pergunta: Como manter controlado o cupim boiadeiro?

Resposta: Uma forma é mecânica, com o escavamento e destruição da população de cupins, podendo ser utilizado o material orgânico para adubação de plantas.Outro método é o emprego de fungos entomopatológicos, como o Beuveria bassiana e Metarhizium anisopliae, que devem ser aplicados na forma de calda, abrindo-se um buraco na parte superior do montículo. O método biológico tem maior sucesso quando o montículo é pequeno.Veja o endereço comercial onde poderá encontrar o fungo entomopatógeno na resposta da pergunta 96.


Pergunta Nº.: 98

Pergunta: Rodenticidas químicos são permitidos?

Resposta: Não é permitido o emprego de rodenticida químico. Recomenda-se o uso de produtos naturais e métodos alternativos de combate.

Pergunta Nº.: 97

Pergunta: AS íscas formicidas à base de sulfluramida são permitidas?

Resposta: Não, as certificadoras não estão mais aceitando o seu uso, devendo utilizar somente iscas naturais (extrato de plantas) recomendadas pela certificadora.

Pergunta Nº.: 96

Pergunta: onde poderia encontrar comercialmente o fungo Beuaveria bassiana e em que estagio da broca pequena ele a ataca obrigado

Resposta: Entre em contato com a empresa Itaforte - Mun.de Itapetininga-SP. que tem o nome comercial de BOVERIL veja as informações do site:www.itafortebioprodutos.com.br O AGENTE DE CONTROLE BIOLÓGICO - Beauveria bassiana é um fungo que ocorre na natureza infectando um grande número de insetos e ácaros. Esporos do fungo germinam ao entrar em contato com a superfície do hospedeiro. Em seguida, coloniza internamente o corpo do inseto ou ácaro levando-o à morte. A colonização e morte do hospedeiro ocorre entre 3 e 8 dias. Após esse período, em condições de alta umidade aparece sobre o cadáver um mofo branco. No Brasil, diversas pesquisas comprovam a atividade de linhagens do fungo B. bassiana sobre algumas importantes pragas na agricultura. As linhagens ESALQ-PL63 e ESALQ-447 são altamente eficientes e muito pesquisadas em condições de laboratório e campo. O PRODUTO – BOVERIL WP é um inseticida biológico que tem como ingrediente ativo (i.a.) esporos do fungo Beauveria bassiana. Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob o nº 4902 para o controle do ácaro rajado Tetranychus urticae em cultivos protegidos (para mais informações consulte o AGROFIT ). O produto também atua sobre outras pragas freqüentes em ornamentais e hortaliças, como a mosca-branca e algumas lagartas desfolhadoras . COMO FAZER A APLICAÇÃO – BOVERIL WP pode ser utilizado em pulverização com equipamentos terrestres (pulverizadores costal ou tratorizado). A calda deve estar em constante agitação para manter a suspensão homogênea do ingrediente ativo. BOVERIL WP possui ação de contato e a aplicação deve ser dirigida à praga. Preparar a calda pouco antes da aplicação. Pulverizar ao final do dia ou em dias nublados, evitando horas de sol forte. É importante que a umidade relativa do ar esteja acima de 60% e a temperatura ambiente entre 20 e 27ºC. A pulverização deve ser dirigida ao local onde estejam os insetos. O bom molhamento das plantas é importante para se atingir a praga. As lagartas novas ( 0,5 a 1 mm) são mais suscetíveis ao produto. Direcionar as aplicações preferencialmente para face inferior das folhas. COMPATIBILIDADE – existe a possibilidade de uso do BOVERIL WP associado a outros métodos de controle de pragas. A Itaforte BioProdutos avalia constantemente a seletividade de outros produtos fitossanitários e possui atualmente uma tabela com mais de 200 formulações analisadas quanto sua compatibilidade com o produto. Incompatível principalmente com fungicidas químicos. Informações sobre compatibilidade entrar em contato com a empresa no e-mail itaforte@itafortebioprodutos.com.br MAIS INFORMAÇÕES – as linhagens ESALQ-PL63 e ESALQ-447 de Beauveria bassiana são ativas também para outras pragas. Na cultura do café, o fungo pode ser usado em pulverização ou polvilhamento para o controle da broca-do-café. Deve-se aplicar na época de trânsito da broca (outubro-dezembro), quando os frutos atingirem a fase de chumbinho. A catação e queima de frutos caídos da colheita anterior é importante para reduzir o número de insetos na área. O fungo Beauveria bassiana também atua sobre o ácaro da ferrugem dos citros e pode ser usado como uma ferramenta importante dentro do manejo de pragas feito pelo citricultor. O uso de iscas tratadas com esporos do fungo B. bassiana é também uma estratégia muito interessante para o controle de algumas pragas. Para o moleque-da-bananeira, podem ser usadas iscas de pseudo-caule (corte transversal “tipo queijo” ou longitudinal “tipo telha”) impregnadas com o fungo. Colocar 100 iscas por hectare na base das plantas. Suspender a aplicação quando a captura de insetos for, em média, inferior a 3 insetos por isca. Para o gorgulho da cana-de-açúcar Sphenophorus levis colmos de cana-de-açúcar de 30cm de comprimento abertos longitudinalmente e impregnados com o fungo podem ser usados como isca. Colocar 200 iscas por hectare, na base das plantas.

Pergunta Nº.: 95

Pergunta: sobre uma ferrugem que ataca as framboesas tanto nas folhas como flores e frutos teria alguma forma de controle e epocas de aplicação acredito que seja conhecida como ferrugem tardia das folhas do franboeseiro

Resposta: Esta pergunta já foi respondida anterioremente, veja quando respondemos sobre as doenças e pragas da framboeza. Fazer aplicações de calda sulfocálcica a 2% alternada com a calda bordalesa 500 g de sulfato de cobre + 400 gs de cal hidratada em 100 litros.

Pergunta Nº.: 94

Pergunta: quais as formas de controle paar a broca pequena que ataca os tomates e physalis grato

Resposta: Para o controle da BROCA PEQUENA DOS FRUTOS (Neoleucinodes elegantalis, Guenée,1854). Descrição: O adulto é uma mariposa medindo em torno de 25 mm de envergadura, com asas transparentes, sendo que nas anteriores existe uma mancha cor de tijolo e nas posteriores manchas marrons esparsas. Controle: A praga tem como hospedeiras várias espécies de solanáceas silvestres, como jurubebas, que devem ser eliminadas das proximidades. O uso de Baccillus thurigiensis (Dipel) e Beuaveria bassiana mantém a população baixa. Soluções de inseticidas naturais como nim, pirolenhoso e outros auxiliam o controle. Usam-se armadilhas com feromômio, atualmente para monitorar a entrada da praga na área, ou detectar aumento da sua população. A catação de frutos caídos no chão é também necessária.



Pergunta: Olá prof. Silvio! Gostaria de começar a fazer a outra parte do curso (a prática). Por favor enviar por e-mail os dados para depósito em conta da primeira parcela. Envie o mais urgente possével pois quero iniciar a segunda parte, a prática. Obrigado.

Resposta: Para fazer a parte prática ou seja o CURSO DE PLANEJAMENTO DA PROPRIEDADE ORGÂNICA, precisa fazer a inscrição, com o deposito de R$ 70,00 no Bradesco Ag.595 conta 21.506-6 e depois enviar o comprovante e endereço para fone/fax: 19.3232.1562 ou por email: silvio@agrorganica.com.br . Logo que recebermos enviaremos farto material, com apostila, formulários e cd para começar o curso em 4 etapas. Serão no total 4 parcelas de R$ 70,00 no total de R$ 280,00.A cada etapa que concluir deve enviar os dados que farei a correção e sugestão.

Pergunta Nº.: 91

Pergunta: oi prof Silvio tudo bem ? se possivel queria que o senhor me informasse de todas as formas para evitar danos com a broca pequena todas as alternativas que voce poder me passar seria de grande valia. lembrando de qeu seria no cultivo do physalis grato

Resposta: As formas de evitar é fazer um cultivo segundo as recomendações da agroecologia, tanto na condução da planta, como no manejo do solo e do ambiente. Procure manter o maior número possível de flores nas ervas nativas, faça roçada alternada nas entrelinhas, assim terá muitos inimigos naturais. Pode colocar armadilha luminosa para a captura de adultos da broca, veja maiores informações na internet, pois tem uma fábrica aí no Rio Grande do Sul. Em Vacaria tem uma fábrica de armadilhas para insetos nocivos: www.isca.com.br

Pergunta Nº.: 90

Pergunta: oi prof Silvio tudo bem? ñ sei se voce poderia me ajudar sobre o kiwi ou quivi pois tenho alguns pes uns des mais ou menos em minha chacara na cidade de vacaria RS e ja faz mais ou menos uns 6 anos que tenho os pes sendo que eles sempre florescem mas ñ seguram o fruto ñ sei se é problema de polonização que parece que tem que ter a planta macho e planta femea digamops assim para ocorrer a polinização correto? teria como saber no caso se for problema de ter so a planta macho ou a planta femea como eu poderia saber se é a planta macho ou femea de kiwi qual é a diferença ou as diferenças entre as duas plantas? e teria outras causa que poderia acontecer para isto ocorrer? no caso as plantas floresce e pouco depois qeu as petalas caem, cai a flor. ficaria muito grato nas informações que vc tenha. grato

Resposta: O kiwi é uma planta trepadeira que necessita de tutoramento (como a parreira); é dióica (flores masculinas e femininas em indivíduos diferentes). O pomar de kiwi deve ter um mínimo de nove plantas, seis a oito plantas femininas e uma masculina plantada no centro (esta serve de polinizadora). Os períodos de floração das plantas masculinas e femininas devem estar coincidentes para assegurar a fecundação. Para saber precisa de um técnico que visite a sua propriedade e mostre a diferença no campo ou então você pode visitar um viveirista e verificar a diferença. Recomendo que entre em contato com um viveirista e obtenha estacas para fazer a sobreenxertia (enxerto de garfagem na parte aérea da planta) do polinizador agora no inverno e poderá já este ano ter flores do polinizador.

Pergunta Nº.: 89

Pergunta: sobre a bactria que ataca as raizes da framboesa oque ela causa na planta quais os danos el aira diminuir a produção matar a planta qual o dano que ela causa a planta?

Resposta: As plantas que vem de plantações com a bactéria mostram nódulos (verrugas grossas) na região da raiz e colo, crescem pouco e morrem com o tempo. Peça garantia ao fornecedor da muda que a muda foi retirada de pomar sadio e se surgir o problema depois ele irá repor as mudas que morrerem por outras mudas sadias.

Pergunta Nº.: 88

Pergunta: oi prof Silvio sobre a bacteria que ataca a framboesa que vc informou anteriormente. oq

Resposta: A bactéria forma um nódulo na região superior da raiz e do colo da planta. Geralmente quando ocorre isto, é porque a muda já vem contaminada de plantações com a doença. O único cuidado é observar se na área que vai ser fornecida a muda, isto é, na área de cultivo onde vai ser retirada os filhotes (que brotam do chão) já tem a doença nas raízes. Você deve pedir garantias ao fornecedor das mudas que elas vem de pomar sadio e se surgir esse engrossamento e causar a morte das plantas, você vai solicitar o fornecimento de mudas que substituam aquelas que tiverem de ser eliminadas. Se o fornecedor da muda der garantia de sanidade do pomar de origem e que as mudas estão sadias, então compre e plante.

Pergunta Nº.: 87

Pergunta: oi tudo bem queria saber sobre o cultivo de alho no sistema organico quais as pragas e doenças que podem atacar o alho e quais as formas de combater cada uma delas? grato

Resposta: As principais doenças são a Mancha Purpura e a Ferrugem. A principal praga é o tripes, que causa muito prejuizo para a cultura. Para o controle da Mancha púrpura e outras manchas da folha, testar a calda Bordalesa na proporção de 1% (1 kg de sulfato de cobre e 1 kg de cal virgem em 100 litros de água). Para o combate do tripes e da doença da ferrugem, utilizar a calda Sulfocálcica 3 a 4,0 litros por 100 litros de água com mistura de extrato de fumo ou ácido pirolenhoso a 0,25%.

Pergunta Nº.: 86

Pergunta: saberia me informar de sites que tenham informações e comercializem produtos para controle biologico? grato

Resposta: Veja o site: www.gravena.com.br O investimento em controle biológico deve ser feito quando foi feito todas as alternativas de equilibrio do ambiente local e práticas para o aumento da população de inimigos naturais. O sistema orgânico condena a preocupação de comprar insumos de fora, mesmo que sejam orgânicos ou naturais. A agricultura convencional é caracterizada pelo pacote de insumos que tem que comprar para combater esta ou aquela praga. Se está ocorrendo alguma praga ou doença de forma prejudicial é que a planta ou o ambiente está desequilibrado, então devemos procurar saber o porquê e não simplesmente aplicar defensivos, mesmos que sejam naturais. Alguma coisa está errada em nossa condução, seja no solo ou na adubação ou no manejo. Veja a teoria da Trofobiose, pois ela é a base de todo nosso trabalho com a cultura. Precisamos antes investigar e não fazer como os produtores convencionais que somente aplicam pesticidas e não sabem o que está gerando o ataque.No sistema orgânico, primeiro devemos equilibrar o ambiente, utilizar produtos naturais para deixar a planta forte e equilibrada. Depois se não resolver pode adquirir produtos de fora, sempre consultando a certificadora orgânica.

Pergunta Nº.: 85

Pergunta: no caso a trichograma ou o crisopideo ñ controlaria a broca-pequena? grato

Resposta: É uma informação que ninguém poderá afirmar agora, pois o controle biológico, como afirmei anteriormente é muito específico, sendo mais viável o crisopídeo.A sua preocupação deve ser sempre em ter uma planta saudável e resistente.Saiba que protegendo o ambiente vai ter muitos inimigos naturais e a praga pode não ser importante e necessário o seu controle. Não podemos ficar preocupados em matar os insetos, como é feito na agricultura convencional, devemos estar preocupados em deixar o solo, a planta e o ambiente equilibrados, então as pragas e doenças não causarão danos sérios. Se ocorrer a praga, então deve utilizar todas as alternativas possíveis, e destas creio que os crisopídeos poderão ser mais viáveis, porém não controlariam 100%. Há dezenas de outras alternativas, como repelentes (extratos de alho, nim, etc)e defensivos naturais que podem repelir ou afetar o desenvolvimento da praga, caso o Dipel (Bacillus thuriguiensis), sem afetar o ambiente. NÃO É PROVÁVEL QUE AS PRAGAS OCORRAM, CASO VOCÊ PLANTE DENTRO DOS PRINCIPIOS DA AGROECOLOGIA. VOCÊ DEVE CONHECER AS PRAGAS E DOENÇAS DA CULTURA E SABER QUAIS SÃO OS PRODUTOS NATURAIS MAIS VIÁVEIS. VOCÊ NÃO DEVE FAZER A APLICAÇÃO PREVENTIVA COMO FAZEM OS PRODUTORES CONVENCIONAIS.

Pergunta Nº.: 84

Pergunta: se possivel queria informação sobre a videira, se tem uma variedade de porta enxerto de videira que seja resistente a perola-da-terra? ou seja, que ñ leve a morte das videiras por causa da perola-da-terra? caso seja resistente onde poderia encontrar desta variedade de porta enxerto? (para comercialização no caso) grato

Resposta: Não temos ainda cientificamente a comprovação de algum porta-enxerto resistente á Perola-da-terra. Estive recentemente em toda região de Caxias do Sul, Garibaldi, Bento Gonçalves dando palestras e não há nenhuma novidade à respeito de porta-enxertos tolerantes ou resistentes.

Pergunta Nº.: 83

Pergunta: saberia me informar se o fruto do physalis pode ser atacado por outra lagarta ou broca alem da broca-pequena?

Resposta: Todas as plantas tem pragas primárias e secundárias. Primárias são aquelas que atacam sempre, enquanto que secundárias são aquelas que ocasionalmente podem atacar, isto em decorrência das condições climáticas e problemas do ecossistema local. A broca-pequena é considerada uma praga primária, portanto pode ocorrer ocasionalmente outras pragas secundárias que não citamos, mas devido várias razões podem tornar-se importantes, como as lagartas das folhas.Além das pragas que já citamos (broca, tripes e ácaros), podem ocorrer também a mosca branca e nematóides, sendo possível o aparecimento de outras pragas. A mosca branca é combatida com detergente a 1% e os nematóides com plantios de adubos verdes, como as crotalárias. As doenças que afetam a cultura são: mofo cinzento e fusarium, entre outros, que podem ser combatidas com caldas cúpricas a 0,5% (quando ocorrerem em condições de alta umidade).

Pergunta Nº.: 82

Pergunta: O nabo forrageiro é indicado como cobertura de solo e descompactante de solo correto ? no caso de solos de clima temperado, como eu deveria maneja-lo para ele desempenhar ao maximo o papel de descompactador? e cobertura de solo? e se ele ñ é indicado para alguma cultura ou por causar competição ou por servir de hospedeiro de insetos maleficos a alguma cultura? Principalmente a culturas perenes? É indicado nas seguintes culturas: maçã uva e framboesa ou não? Teria mais exemplo de plantas que são descompactante de solo e que servem de cobertura de solo para região de clima temperado? Se possível me defina quais são de verão e inverno? grato!

Resposta: O nabo forrageiro é uma das alternativas como descompactante como o guandú e o tremoço. Você deve estudar com os técnicos da sua região a melhor opção. Para a cobertura do solo algumas como as crotalárias ou milheto são também muito recomendadas, dependendo do tipo de solo e época de plantio. O plantio em cultivos permanentes é feito geralmente em pós-colheita, quando a planta está em início da queda de folhas. Mesmo em cultivos tropicais, como citros, o plantio intercalar não afeta a produtividade. O plantio na framboesa seria o mesmo da uva, podendo ser plantada a aveia preta e a ervilhaca. INFORMAÇÕES SOBRE O NABO FORRAGEIRO (Raphanus sativus L. var. oleiferus Metzg) Características gerais: Planta anual, herbácea, ereta, com raiz pivotante, profunda (às vezes tuberosa), crescimento inicial rápido e adaptada à região sudoeste do Estado de São Paulo. Podem ser produzidas 25-60 toneladas de fitomassa verde/ha e 2,0-6,0 toneladas de fitomassa seca/há. Podem ser fixados de 60 a 180 kg de N/ha/ano. É suscetível ao mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia spp., podendo comprometer o desenvolvimento de algumas culturas em sucessão, como o feijão. Utilizada em rotação e em consórcio. ADUBOS VERDES RECOMENDADOS PARA FRUTICULTURA TEMPERADA: ? Culturas do caqui: mucuna-anã, crotalária spectabilis; ? Culturas da maçã e pêssego: trevo, tremoço, aveia preta, mucuna-anã, crotalárias; ? Cultura do Figo: plantio intercalar de siratro, amendoim forrageiro ou conhecido como amendoim bravo Arachi pintoi; ? Cultura da seringueira: kudzu, mucunas, siratro; ? Cultura da uva: ervilha forrageira, ervilhaca ou chícharo, amendoim rasteiro, aveia preta; ÉPOCAS DE PLANTIO DOS ADUBOS VERDES:1. Primavera/verão (outono a janeiro) O plantio de adubo verde nessa época pode produzir elevada quantidade de massa verde e boa proteção do solo. Produções de 15 a 54 ton/biomassa verde e 5 a 16 ton/seca. Milheto, mucunas, feijão-de-porco, guandu, crotalárias, lab-lab, tefrósia. 2. Outono/inverno (fevereiro a abril) – Recomendado para cultivo na entressafra de culturas comerciais de verão, com objetivo de: aumentar o teor de matéria orgânica no solo, ocupação de terras ociosas, controle da erosão, diminuição de infestação por plantas invasoras, possibilidade de utilização na alimentação animal. Exemplo: ervilhaca, tremoço e aveia preta.

Pergunta Nº.: 81

Pergunta: Sobre o controle biológico com trichogramma e crisopideo que tipo de insetos praga eles controlam ?

Resposta: TRICHOGRAMMA=PARASITÓIDE: Um parasitóide é o inseto que parasita e mata outros invertebrados, os quais são parasíticos somente em seus estádios imaturos e matam seus hospedeiros somente quando eles atingem maturidade. Trichogramma spp. (Hymenoptera:Trichogrammatidae) - estes insetos são pequenas vespas, não são facilmente visualizados a olho nu, pois possuem um tamanho diminuto (menos de1mm de comprimento). Entretanto, é um dos inimigos naturais mais utilizados como agente de controle biológico, por já possuírem metodologia de criação/multiplicação estabelecida. Os ovos do parasitóide são depositados pelas fêmeas adultas em ovos de largartas do gênero Lepidoptera (são muito específicos e não atacam qualquer lagarta), os quais vão servir de alimento para a larva do parasitóide que se desenvolve dentro destes. Com o desenvolvimento da larva, os ovos vão se tornando escurecidos (sintoma de parasitismo) e cerca de uma semana após a postura das fêmeas do parasitóide, tem-se a eclosão do parasitóide adulto. CRYSOPIDEO= PREDADOR: Predadores são organismos que atacam, matam, e se alimentam de muitos indivíduos (suas presas) durante seu ciclo de vida. Alguns predadores são relativamente especializados e se alimentam somente de uma ou poucas espécies relacionadas, porém a grande maioria é generalista, se alimenta de uma variedade de organismos similares e podem apresentar canibalismo. Bicho-lixeiro - Existem vários gêneros e espécies, sendo a mais comum a espécie Chrysoperla externa (Neuroptera: Chrysopidae) predadora de pulgões, ácaros, mosca branca, ovos de insetos e pequenas lagartas. Apesar de sempre vermos na planta o adulto do inseto, é a forma larval que constitui-se na fase predadora do inseto.A larva de Crisopídeo Crysoperla externa é voraz predadora de pulgão.

Pergunta Nº.: 80

Pergunta: Saberia me informar no physalis angulata qual o tipo ou os tipos de lagartas que atacam os frutos dos mesmos? E método de controle? grato!

Resposta: A physalis é uma fruta nativa no Norte e Nordeste do país, muito comum nos quintais e é conhecida por nomes que não podiam ser mais brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã e mata-fome. Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas.Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura. As frutas são delicadas, pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao alaranjado, envolvidas por uma folha fina e seca, em forma de balão. Com sabor doce, levemente ácido, a physalis é consumida ao natural e usada na preparação de doces, geléias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e carnes. É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides. Purifica o sangue, fortalece o sistema imunológico, alivia dores de garganta e ajuda a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado. Pesquisas reveleram que alguns princípios ativos presentes nos frutos ajudariam a evitar a rejeição aos órgãos transplantados, mas ainda não há comprovação definitiva.Apesar de ser bastante rústica e exigir poucos cuidados, é imprescindível o controle de insetos a partir da floração. As principais pragas são: broca pequena (combater com Dipel ou Baccilus thurigienses), tripes e ácaros (combater com leite 5 a 10% e calda sulfocálcica 0,5 a 1,0%).

Pergunta Nº.: 79

Pergunta: Qual seria o tratamento para controle da lagarta-da-framboesa caso venha a ocorrer na cultivo da framboesa? grato!

Resposta: O controle seria o controle biológico, com o produto comercial Dipel ou Bac-Control, que são os Bacillus thuriguiensis.

Pergunta Nº.: 78

Pergunta: Olá sr Silvio, Gostaria de saber se o certificado de conclusão do curso tem um tempo para ser enviado ou se existe algum pré-requisito para que possa recebê-lo? Até hoje não fui informado a respeito. Obrigado

Resposta: O aluno deve comunicar se vai parar (fazer somente o curso teórico) ou continuar estudando com o curso complementar, que é o Curso de Planejamento da Propriedade Orgânica. Nessa etapa prática, enviaremos modelos de projetos simplificados e o aluno faz o planejamento da sua propriedade ou de outra qualquer (pode ser até uma suposição com alguma propriedade rural que tenha acesso). O aluno tem acompanhamento e ajuda direta do professor Silvio Penteado e recebe material didático complementar. O prazo mínimo é 4 meses e o custo é de 4 parcelas de R$ 70,00. Recomendamos este curso pois ele coloca em prática tudo que aprendeu na primeira fase e vai dar experiência e aumentar seu conhecimento prático, dando condições para ter um projeto completo, desde o levantamento dos recursos até a avaliação financeira, tudo feito de modo simplificado (acessível para qualquer pessoa interessada). Estamos á sua disposição, caso não tiver interesse em continuar, favor enviar seus dados completos e endereço para o envio do certificado do primeiro certificado (Curso Teórico).

Pergunta Nº.: 77

Pergunta: oi ! se possivel poderia me informar para o cultivo da framboesa as pragas e doenças que atacam o framboeseiro assim como as formas de controle e epocas de aplicação? grato

Resposta: PRAGAS: Em outros países produtores são relatados como principais pragas a Lagarta-da-framboesa, as larvas dos coleópteros (Byturus fumatus e B. tomentosus) que se alimentam das flores e dos frutos e a larva do Anthomonus rubi. Na região produtora de Campos do Jordão, as principais pragas que têm ocorrido nos últimos anos são: ácaros, que causam o enrolamento das folhas; brocas que penetram no caule, abrindo galerias, provocando a morte das plantas e, principalmente, das mudas; lagartas e pulgões, que atacam as folhas e ponteiros; e os besouros, que causam elevados prejuízos, pois devoram as flores. MOLÉSTIAS:Com relação as moléstias, a framboesa é atacada no Brasil somente por moléstias fúngicas, descritas como Ferrugem e Septória, pelos sintomas característicos nas folhas. Os caules doentes também são atacados por fungos, apresentando manchas, descascamento e seca da planta. A sanidade da muda é fundamental, para evitar ocorrência dessas moléstias. Como na amora preta, a framboesa pode ser atacada pelo Botrytis cinerea, que prejudica os frutos, É recomendada a pulverização com fungicidas cúpricos na fase de floração, em três vezes. Os frutos infestados devem ser retirados e destruídos. Caso seja confirmada a ocorrência de virose na cultura, pelas manchas nas folhas e a paralização do crescmento das varas, devem-se eliminar as plantas doentes e manter o controle de insetos vetores. OBSERVAÇÃO: Fazer tratamento de inverno com calda sulfocálcica 1:10 para a erradicação das pragas e potogenos híbernautes

Pergunta Nº.: 76

Pergunta: oi! estou iniciando um plantio de framboesa, uns mil pes. sendo que vc informou anteriormente que a framboesa é atacada por uma bacteria, qual seria o nome dela? e teria algum tratamento? ou melhor ainda algum inimigo natural que fisesse um controle biologico dela? e como eu faço para saber se as plantas então atacadas por esta bacteria que sintomas que a planta sofre? grato

Resposta: Não há a descrição técnica da bactéria, precisa verificar se no colo da planta ou raízes há tumores ou engrossamentos. No caso de encontrar esses nódulos no colo ou na raiz as mudas devem ser eliminadas (queimadas). A qualidade da muda é fundamental na formação de uma cultura de framboesa. As mudas de raiz nua devem ter o diâmetro de um lápis, altura mínima de 0,5 m e não apresentar manchas ou cancros na casca. A muda após ser retirada do campo onde foi formada deve receber tratamento no sistema radicular, pela imersão em barro e solução de defensivos agrícolas. A retirada das mudas inteiras, com raiz; deve ser feita de julho a agosto, período de dormência da planta. Uma prática recomendável é fazer feixes de 50 a 100 mudas e mergulhar o sistema radicular em barro mole mais esterco curtido. Pode ser misturado ao barro, 2% de sulfato de ferro ou sulfato de cobre (200 g em 10 litros de barro mole). As mudas fracas, secas ou com manchas de moléstias devem ser arrancadas e queimadas.

Pergunta Nº.: 75

Pergunta: e oque vc me informaria sobre o produto bacsol(r) ele pode ser benefico contra a perola da terra. caso seja asim como o trichoderma ñ combate a perola da terra mas digamos que ñ deixa uma situação tão favoravel ao seu ataque em que posso utilizar o bacsol qual os patogenos maleficos que ele controlaria? grato

Resposta: Não conhecemos o produto Bacsol, porém tudo que seja microrganismos pode ocupar espaços no solo e diminuir a presença da Pérola da Terra, no entanto não temos informações de controle efetivo.

Pergunta Nº.: 74

Pergunta: oque vc me dis de controle biologico de lagartas por exemplo: da espiga e broca grande dos frutos ou então da familia das Helicoverpa zea com utilização de trichogramma ou crisopideo ou as duas especies? iria inicialmente utiliza-las para dar um certo controle ao menos nas lagartas que atacam os frutos dos physalis que chega en certos casos a ter um ataque de 100% dos frutos. queria saber se a implantação destes insetos ñ pode trazer um desenquilibrio em outro inseto benefico por exemplo predar outros insetos beneficos e se a vespa da trichogramma tras alguns problema por exemplo picar ou atacar alguma planta ou ñ a risco disto? grato

Resposta: No controle biológico você tem que utilizar um inimigo natural para cada tipo de inseto-praga, sendo muito específico, não servindo para controlar outros insetos, mesmo que sejam lagartas. Não há qualquer perigo de descontrole ambiental ou afetar as plantas.

Pergunta Nº.: 73

Pergunta: saberia me informar sobre os efeitos da perola-da-terra em pes de framboesa? comparando com a videira a framboesa é masi resistente ou mais fragil ao ataque da perola-da-terra grato

Resposta: Trabalhei muito com a framboeza, porém não tenho informações do efeito prejudicial da pérola da terra sobre a framboeza. O problema da framboeza é uma bacteria que penetra na raiz e provoca caroços ou tumores na raiz e no colo. Por esta razão a muda deve ter origem conhecida e livre de doenças e pragas. A recomendação é que faça uma rotação de culturas no local, plantando cereais ou outras, por quatro a cinco anos até que a população de pérola da terra seja reduzida.

Pergunta Nº.: 72

Pergunta: ouvi falar num produto chamado tricoderm ou algo assim que é um fungo que controla ou combate a fusaria é correto isto e esse fungo teria alguma assão benefica ou malefica sobre a perola-da-terra grato

Resposta: O nome correto é Trichoderma, que é um fungo de ação contra outros fungos de solo. Quanto ao efeito sobre a perola da terra são teoria. Na verdade a perola da terra desenvolve-se num solo morto, sem vida e população de micro e macrorganismos que são "polícias" do solo. Desta forma, pelo principio agroecologico, num solo infectado por "organismos maléficos" você deve fazer a inoculação de maior número possível de microrganismos (como o trichoderma) e macrorgnismos, como minhocas, etc.

Pergunta Nº.: 71

Pergunta: oi prof Silvio vc poderia me fazer uma lista de todas as pragas e doenças qeu atacam o morangueiro assim como seus respectivo stratamentos tambem qual o solo ideal para o mesmo grato

Resposta: CONTROLE DE DOENÇAS:Objetivo: O tratamento com defensivos alternativos controla a antracnose e micospharela. Pulverizar até a floração com Calda Bordalesa a 0,5%. A seguir deve ser substituído por calda Sulfocálcica. Utilizar a dosagem de 1,5 litros de Calda Sulfocálcica em 100 litros de água. Atenção:Adotar os princípios da agroecologia para permitir maior resistência da planta às pragas e doenças. A cobertura dos canteiros com plasticultura (túnel baixo) e a irrigação por gotejamento reduz a ocorrência de doenças nas plantas, mantendo as plantas mais sadias. Mancha de Micosferela e Crestamento: Calda Viçosa: Sulfato de Cobre 0,5% com 400 g de Cal hidratada e micronutrientes: boro, zinco,magnésio e nitrogênio), podendo ser acrescentado 300 g de Sulfato de Potássio em 100 lts.de água; Calda Bordalesa:500 g.de Sulf.de Cobre + 500 g. De Cal Virgem + 100 litros de água.Oidio: Aplicar antes da floração: Sulfocalcica Autocozida (2% de Enxofre + 2 % de Cal Virgem em 100 litros de água). ou Calda Sulfocálcica Líquida: 1,0 litro de calda concentrada para 40 a 60 l água.A ocorrência de ácaros pode ser controlada pela calda sulfocálcica.

Pergunta Nº.: 70

Pergunta: oi tenho alguns pes de alface em minha estufa so que varias dessas mudas começam tipo a apodrecer as folhas como se lagum fungo ou inseto tivesse as matando achei que podia ser excesso de agua sendo que dikminiui a quantidade de agua para irrigala e ñ adiantou caso siaba do que se trata e oq posso fazer pra salvar as mudas ñ afetadas ficaria batsante grato desde ja agradeço a atenção

Resposta: No sistema orgânico podemos utilizar as caldas bordalesa bem fraca, com mistura de 100 a 150 gramas de sulfato de cobre + 100 a 150 gramas de cal hidratadas por 100 litros de água. O emprego do fungo Trichoderma tanto na água, como aplicado é muito recomendado. Plantas com sintomas de podridão de raízes e/ou caule podem ser causadas por se tratar da bacteria Erwinia pp e do fungo Pythium sp. Para hidroponia apresentamos algumas sugestões de Lopes (2003)LOPES, C. A. Manejo integrado de doenças em cultivos hidropônicos. In: Fitopatologia Brasileira, v 28(Suplemento), p.195-197, 2003.:Manter o plástico ou a tela sempre limpos e bem conservados, para evitar a entrada de insetos vetores de patógenos trazidos pelo vento; Manter o chão, as bancadas e as paredes limpos e desinfetados com água sanitária comercial a 1 % ou com formalina a 2 %. É comum ocorrer a epidemia se iniciar devido a propágulos localizados internamente nas estufas; Utilizar água de boa qualidade. O ideal é que a água seja de poço artesiano. Mesmo assim, ela deve ser analisada para se ter garantia da ausência de patógenos; Manter a solução nutritiva equilibrada quanto a composição e pH. É importante dispor de potenciômetro e condutivimetro para proporcionar o controle de acidez e da concentração iônica da solução; Utilizar sementes de boa qualidade, adquiridas de firma idônea. Muitas doenças de plantas são transferidas pelas sementes; Utilizar mudas inspecionadas e eliminar aquelas fora do padrão. As mudas anormais podem apresentar, mais tarde, sintomas de doenças causadas por patógenos passíveis de serem disseminados para outras plantas; Colocar uma caixa de cal na entrada da estufa para a desinfecção de calçados. Vários patógenos são introduzidos no ambiente de hidroponia por meio de propágulos aderidos às solas dos calçados; Desinfetar equipamentos e lavar as mãos com sabão antes de manusear as plantas. Esta prática é mais importante quando se trabalha com plantas fora da estrutura em que está instalada a hidroponia.

Pergunta Nº.: 69

Pergunta: queria saber uqal as utilisdades do alho no cultivo organico ouvi diser que ele pode ser utilizado como forma de controle de algumas praga s e doenças seja certo isto quais seriam e como fazer o preparo e aplicação grato

Resposta: O alho é uma planta já utilizada como defensivo agrícola em outros países, como nos Estados Unidos. Seu aproveitamento é feito através da extração do óleo, assim também como há recomendações para uso da planta inteira. O extrato do alho pode ser utilizado na agricultura como defensivo agrícola, tendo ampla ação contra pragas e moléstias. Segundo STOLL (1989), quando adequadamente preparado tem ação fungicida, combatendo doenças como mildio e ferrugens; tem ação bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Pode inclusive ser feita aplicação no sulco de plantio, protegendo as sementes. Sua principal ação é de repelência sobre as pragas e repelente natural de insetos. O plantio intercalar do alho para repelir pragas é também indicado para certas fruteiras como a macieira. Nos Estados Unidos, onde o óleo de alho é empregado em cultivos comerciais como em algodão, é apresentado como defensivo mais barato do que os agrotóxicos. Não prejudica os trabalhadores, seguro para o meio ambiente, não mata as minhocas, não destrói enzimas, não contamina a água e é inofensivo para insetos benéficos. (Garlic Research Labs, s.d.). Naquele país, o extrato de óleo é registrado como repelente de pragas para os seguintes grupos de plantas: brassicas (couve-flor, brócolis,etc.); vegetais de bulbo (alho, cebola, etc.); cereais de grãos (milho, arroz, etc.); citros; algodão; cucurbitáceas (melão, abóbora, melancia, etc.); frutos vegetais (pepinos, pimentão, tomate, etc.); vegetais folhosas (alface, espinafre, etc.); leguminosas vegetais (soja, vagem, feijões, etc.); árvores de nozes (macadâmia, pecã, etc.); plantas ornamentais; raízes e tubérculos e fruteiras (caroço, pomáceas, etc.). O uso do alho no Brasil está restrito ainda às pequenas áreas, como na agricultura orgânica, enquanto que em outros países como nos Estados Unidos já é possível empregá-lo em larga escala em cultivos comerciais, pela possibilidade de empregar o óleo obtido através de extração industrial. Emprego na forma de pó de alho Uma formula para preparo de um defensivo com alho compreende a mistura de 1,0 kg de alho + 5,0 litros de água + 100 g de sabão + 20 colheres (de café) de óleo mineral. Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolvem-se 100 g de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, misturar a solução de alho. Antes de usar, filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. As concentrações são variáveis de acordo com o tipo de pragas que se quer combater (Stoll, 1989) Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro, nem odor nos produtos agrícolas. • Emprego na forma de óleo São recomendados por Garlic Research Labs (USA), a mistura do óleo de alho com o óleo de peixe, uma vez que este atua como aderente e espalhante, dando proteção ao óleo de alho contra o raio ultravioleta. A aplicação deve ser feita com agitação, empregando a solução diluída no mesmo dia, e não misturar com agrotóxicos ou produtos químicos. Aplicar nas horas frescas do dia e nunca empregar dosagens superiores a 2%. No sulco de plantio, deve ser pulverizada a mistura com o óleo de peixe, na concentração de 225 g de cada produto em 22,5 litros por hectare, juntamente com as sementes antes de cobrir. A inclusão do óleo de peixe auxiliaria a germinação e posteriormente as plantas contra a perda de água. A aplicação foliar seria feita após a mesma completar 06 folhas, antes do ataque de insetos. Empregar a quantidade de 225 gramas de óleo de alho e 225 gramas de óleo de peixe em 22,5 litros de água por hectare em aplicação em faixa. Dobrar esta quantidade caso seja feita aplicação em área total. Num cultivo anual são recomendadas 04 aplicações foliares, em intervalos de 18 dias da primeira e 30 dias da segunda e terceira aplicações. Nos tratamentos em cobertura total emprega-se 450 gramas de óleo de alho + 450 gramas de óleo de peixe, diluídos em 45 litros de água por hectare.

Pergunta Nº.: 68

Pergunta: sei que esta praticamente fora do assunto do curso mas vc saberia algum ou alguns metodos de baixo custo para aquecer estufas no inverno pois moro em uma região de clima temperado e em geadas fortes a formação de geada dentro do estufa ja tentei fazer fumaça a noite mas acredito de que isso causou uma queima nas plantas ainda maior qualquer inform~ção uqe vc tiver de alguam forma ou onde eu poderia obter masi informações ficarei muito grato.

Resposta: Há outras formas que podem ser utilizados para aquecer estufas. Geralmente utilizam ar quente gerado por queima de gás ou aquecedores elétricos, que são equipamentos mais fáceis de controlar a temperatura, porém são muito mais caros do que a produção de fumaça (veja metodologia abaixo) Outra possibilidade é injetar ar quente de vapor de água quente pelo uso de caldeiras. Essas metodologias são facilmente encontradas na internet. AQUECIMENTO DE ESTUFAS COM USO DE SERRAGEM:Materiais: Tambor de lata capacidade 200 litros, uma tampa de lata com saída para chaminé,2 joelhos para chaminé 4" (dependendo de tamanho da estufa ), 1 chapéu (ou galo ) pata chaminé, 2 metros de compensado de 5 a 10 mm. 50 m de arame liso n.º 16, termômetro de máximas/ mínimas, serragem e 2 varas de 1,5 de comprimento por 5cm de diâmetro. Método: Abre-se a tampa do tambor e faz-se uma tampa maior, (que ajuste por fora ) do tambor com 10 cm de beiral. No centro desta tampa, faz-se uma abertura do diâmetro da chaminé usada e solda-se ali uma luva de zinco de uns 20 cm. Coloca-se ali o joelho ou curva de chaminé. Numa das extremidades da estufa ou abrigo, fixa-se na parte mais alta (próximo a cumeeira ) as chapas de compensado (1 por dentro e outra por fora do plástico ) e faz-se um furo para a passagem da chaminé ( deve ficar um pouco folgado para evitar incendiar). Faz-se um furo de 5 cm de diâmetro na lateral do fundo do tambor. Coloca-se o tambor na extremidade oposta da saída da chaminé a uma distância de 20% do comprimento da estufa(ou seja: estufa de 20 m de comprimento = 4 m de distância da parede ou cortina ). O tambor pode ficar no solo ou sobre uns tijolos. Fixa-se a chaminé ligando a tambor até a saída, de forma ascendente (bem inclinada para boa comunicação do ar ). A chaminé fica suspensa no rumo da cumeeira e fixada pelos arames amarrados de 1 a 1 metro . Introduz-se no furo do fundo do tambor umas das varas até o centro de mesmo e a outra vara coloca-se de pé no centro do tambor até o fundo. Em seguida, com uma pessoa dentro do tambor, vá enchendo-o de serragem e socando com os pés. Preencher até 10 cm da boca. Se a serragem estiver seca, irriga-se a superfície com uns litros de água, retira-se as varas (dentro formar um canal comunicante ). Com um chumaço de pano embebido em diesel, coloca-se fogo no fundo do furo central, tapa o tambor e conecta-se a chaminé, a regulagem do calor e da velocidade da queima se faz pela colocação de um regulador de ar na entrada do furo lateral inferior. O termômetro é usado para observar as variações de temperatura de um período e/ou avaliar a temperatura desejada para cada tipo de cultura.

Pergunta Nº.: 67

Pergunta: Olá Prof. Silvio. Voltando á quetão de C e N - compostagem, gostaria de orientações sobre manejo. No Viverio onde estou trabalhando são realizadas algumas podas de árvores que são amontoadas e deixadas para ação do tempo. Esse material é rico em carbono? Não temos como triturar esse material. Há alguma maneira de manejar isso melhor do que apenas deixar amontoado? Após meses, estou utilizando algumas partes desse material constituido por uma terra preta. É importante adicionar a ele outro material rico em nitrogênio antes de usá-lo nos plantios? Percebo também que há ainda partes não decompostas, isso significa que o processo anda não está completo?

Resposta: As folhas quando verdes são ricas em nitrogênio e depois de secas reduzem o N, predominando o carbono. O ideal é picar o material, porém sendo difícil deve amontoar e misturar com estercos animais. Não havendo esterco suficiente, fazer um caldo grosso com esterco de curral fresco diluído com água e irrigar todo o material. Pode também misturar terriça de mata para favorecer a decomposição. Pode utilizar a terra preta, quanto á mistura depende do tipo de cultura que vai fazer, podendo misturar farinha de ossos ou termofosfato (fonte de fósforo)ou cinza de madeira (fonte de potássio). Se precisar melhorar o nitrogênio, misturar húmus de minhoca ou torta de mamona.Se tiver partes grandes, o processo de decomposição não foi completo. Se estiver esfarelado, significa que foi decomposto e por mais 30 a 40 dias amontoado, colocando minhocas e com microrganismos pode ser tornar-se húmus.

Pergunta Nº.: 66

Pergunta: mas no caso a casca de ovo seria rica em fosfora poderia aumentar q quantidade de fosforo no solo com casca de ovo grato

Resposta: A casca de ovo é constituída praticamente com carbonato de cálcio (de cálcio) e pode ser utilizado para correção de acidez do solo. O teor de fósforo é muito pequeno e portanto não serve para substituir a farinha de ossos.

Pergunta Nº.: 65

Pergunta: posso utilizar casca de ovos para fazer farinha de osso ou seja so de casca de ovos grato

Resposta: Existe muita disponibilidade de cascas de ovos porque os criadores promovem a indução forçada de penas das poedeiras. A retirada da ração dos comedouros durante 10 a 12 dias é o método mais simples de induzir a muda em poedeiras e, nos primeiros dias, a produção de ovos declina até a suspensão completa da postura de 4 a 5 dias do início do jejum. A maioria dos ovos produzidos neste período apresenta algum tipo de problema de casca que inviabiliza o seu aproveitamento para a venda. O aumento do aproveitamento dos ovos produzidos durante o jejum forçado depende dos mesmos fatores que afetam normalmente a qualidade da casca, como linhagem, idade da poedeira, temperatura ambiente, doenças e concentrações dietéticas de cálcio, fósforo e vitamina D3. Além do estudo para uso na alimentação humana as cascas vem sendo colocadas na ração animal. Na adubação de solo não tenho referência técnica agronômica, pois o uso é feito de forma caseira sem nenhuma comprovação científica. Isto é o que posso informar agora, quando tiver outras informações passarei para você.

Pergunta Nº.: 64

Pergunta: vc informou anteriormente de que para aplicar a farinha de ossos para adubação teria que ser 30 dias pelo menos antes do calcario e se for aplicar depoius do calcario quanto tempo depois eu posso aplicar? posso utilizar casca de ovos para fabricar farinha de osso acredito de que tambem seja rica em fosforo? grato

Resposta: O motivo de aplicar a farinha de ossos antes do calcário é porque os microrganismos trabalham melhor na solubilização (mineralização) do fósforo quando o solo está num pH de 5 a 6. Então, procurar sempre colocar a farinha de ossos ou rocha moída de fósforo num pH baixo é melhor porque os microrganismos podem solubilizar melhor o fósforo aplicado na forma insolúvel. Agora não tenho um padrão, recomendo então esperar pelo menos duas semanas.

Pergunta Nº.: 63

Pergunta: Caro Sílvio: Gostaria de saber como fazer o DESENVOLVIMENTO PRÁTICO, que está no final do curso. Já encerrei o curso normal e gostaria de ir pro prático.

Resposta: Queremos explicar que todos os alunos que estão fazendo o Curso de Agricultura Orgânica á Distância pela internet poderão ao encerrar este curso fazer o Curso de Planejamento da Propriedade Orgânica. O primeiro curso é pré-requisito para o curso de planejamento. O valor do segundo curso é o mesmo do 1º Curso de Agricultura Orgânica, ou seja, R$ 280,00 em 4 parcelas mensais de R$ 70,00. No seu caso, se já pagou os dois cursos, deve enviar por email seu endereço residencial e eletrônico para que possamos enviar o material para que comece a fazer o planejamento. Á medida que vai preenchendo os formulários, você envia para nossa correção. Os demais alunos que ainda não fizeram opção pelo segundo curso poderão fazê-lo á qualquer tempo.

Pergunta Nº.: 62

Pergunta: oi tudo bem? bom queria entender melhor como funciona a relação N e C pois na pergunta de um outro aluno vc informou que para saber se algo é rico em N tem cheiro ruim geralmente e de dificil queima e no caso do C o contrario. ok mais eu queria entender o seguinte no caso para as plantas quando por exemplo uma muda em um vaso é colocado um substrato com bastante materia do tipo restos de madeira de palhada de feijão, ou seja, materia organica rica em carbono certo? no caso ñ iria faltar nitrogenio para a planta? pois acredito que para a decomposição daqueles restos de culturas e madeiras acredito que ira absorver nitrogenio e faltara para as plantas! se estou correto oq deveria acrescentar para que a planta ñ tenha falta de nitrogenio? grato

Resposta: Está correto o seu pensamento. Quando colocamos muito material rico em carbono num solo, pode ocorrer a falta de N e a planta fica amarelada. Isto ocorre porque os microrganismos para decompor o material rico em carbono retira o N do solo para se alimentar e então falta para a planta. Sempre que colocar cobertura ou incorporar superficialmente o solo com palha ou capim deve suprir o solo com adubo rico em N, como humus de minhoca, esterco curtido, torta de mamona, etc.

Pergunta Nº.: 61

Pergunta: Prof. Silvio, Tenho uma dúvida. Quando o produtor solicita a inspeção, ou cadastramento de ua unidade produtora, a propriedade é convencional? Deve passar por um período de transição do manejo da terra, de 12, 18 ou 24 meses para depois começar a agricultura orgânica e só depois será certificada? A inspeção faz uma análise do solo e da água?

Resposta: A propriedade que solicita a inspeção é convencional e somente torna-se orgânica no dia que receber o atestado em papel timbrado da certificadora. Até esse dia tudo que produzir tem que vender como produto convencional, não podendo vender ainda como orgânico, apesar de ter sido produzido num processo mais ecológico que o convenciomal. Tudo o que for produzido á partir do dia que receber o certificado é orgânico, antes não. Quanto ao período de transição ou conversão orgânica, geralmente toda propriedade passa por um período de conversão porque é dificil estar toda dentro das normas exigidas pela regulamentação orgânica, pois sempre tem uma coisa ou outra para acertar. Nesse caso, pode ser uma barreira vegetal com um vizinho ou instalar um quebra-vento ou mata ciliar, etc. Os prazos de 12 meses (para cultivos anuais, hortaliças e pastagens) e 18 meses (cultivos perenes ou permanentes, como fruteiras, café, etc) correspondem ao período contado da última vez que foram utilizados qualquer produto químico não permitido no sistema orgânico. No caso de ser produto para a exportação o período dobra, ou seja, 24 meses de transição para cultivos anuais e 36 meses para cultivos permanentes. Todo inspetor orgânico deve exigir da propriedade a análise da água em dois padrões: para irrigação e com maior rigor para uso no beneficiamento dos alimentos e consumo. Essa análise deve ser feita no mínimo cada seis meses. A análise do solo não é comum fazer a exigência, somente quando tiver sido utilizado muito herbicida ou pesticidas na propriedades, como inseticidas de solo e suspeita-se que ainda contenha resíduos dos produtos. Essa decisão é tomada em função do levantamento e histórico de tudo o que foi utilizado nos últimos três anos,que deve ser feita em cada propriedade que deseja tornar-se orgânica.

Pergunta Nº.: 60

Pergunta: estavalendo uma das aulas do curso e queria confirmar contigo se a fqarinha de osso pode ser usada para o aumento do fosforo no solo? pois eu pensava que farinha de osso aumentaria o calcio no solo! tambm queria saber qual a melhor forma de aplicar a farinha de osso na adubação da planta e quanto mais ou menos ira aumentar por area aplicada de fosforo nbo solo. grato

Resposta: A farinha de ossos contém nutrientes essenciais como nitrogênio (1,5%), fósforo (20%) e cálcio (30%). O fósforo não está numa forma solúvel em água, mas em ácido cítrico 16%. Isto difere dos adubos solúveis, como o supersimples que tem fósforo solúvel. No caso da farinha de ossos o fósforo precisa antes ser mineralizado (transformada da forma orgânica em forma assimilável)para ser aproveitado pelas plantas. Quem faz essa mineralização são os microrganismos presentes no solo. O fósforo favorece a floração, fortalecem as plantas, auxiliam o crescimento das raízes e da massa verde.A melhor maneira de aplicar é diretamente nas raízes, pois tem baixa mobilidade no solo. Devemos utilizar a farinha de ossos na forma calcinada (queimada), para evitar a propagação de doenças para o ser humano. Quando aplicar a farinha de ossos aplicar junto matéria orgânica (como adubo verde, compostos ou estercos curtidos) para que os microrganismos possam mineralizar (liberar) o fósforo que é insolúvel. Nunca aplicar calcário junto, esperar cerca de 30 dias para depois colocar o calcário no solo. Quanto aumentar a produção, isto depende também de outros fatores, que deve ser analisado para cada caso e tipo de solo. MODO DE USAR: GRAMADOS, CANTEIROS E HORTALIÇAS: - Plantio: Aplicar 1 kg/cova de plantio. - Cobertura (sobre o terreno): 150g/m2 a cada 6 meses ÁRVORES FRUTÍFERAS E ORNAMENTAIS: - Plantio: 1 colher de sopa rasa (10 g) para cada litro de substrato. (1 parte em 100). - Cobertura: metade da dose de plantio a cada 6 meses. VASOS E FLOREIRAS: - Plantio: 1 colher de sopa rasa (10 g) para cada litro de substrato. (1 parte em 100). - Cobertura: metade da dose de plantio a cada 6 meses. ATENÇÃO: INCORPORAR AO SOLO E REGAR BEM APÓS A APLICAÇÃO..

Pergunta Nº.: 59

Pergunta: Referente a resposta 51 me surgiu uma dúvida - a cal virgem pode ser incorporada ao solo (para suposta correção de ph) junto com algum tipo de adubo ou não, primeiro fazer a correção e após 30 dias fazer a adubação?

Resposta: O calcário é utilizado geralmente para elevar a CTC de um solo. Quero explicar o que é CTC. CTC significa Capacidade de Troca Catiônica. No solo quem retém os nutrientes são as argilas, que mantém o Cálcio, Magnésio, Potássio, etc presos em volta de si por força magnética (positiva e negativa), como um imâ.Há vários tipos de argilas, com menor ou maior poder de reter os nutrientes (chamamos de CTC).A força que a argila retém os nutrientes é necessário para não perder para a lavagem pela chuvas. Um solo com CTC=50 significa que tem poucos nutrientes presos nas argilas, enquanto aquele com CTC=70 tem muitos nutrientes. Para elevar o CTC de 50 para 70 aplicamos calcário que são ricos em cálcio e magnésio que vão ficar presos na argila. Acontece que na agricultura orgânica não recomendamos mais de 2 ton de calcário por ano, pois utilizamos muita matéria orgânica que vai decompor e fornecer os nutrientes na forma orgânica e elevar a CTC naturalmente. Há um risco de colocar muito calcário de uma vez, pois afeta a disponibilidade de micronutrientes e aplicando na forma de matéria orgânica (que tem decomposição lenta) este risco não ocorre.Entendeu?A cal virgem é um produto rico em óxido de cálcio que reage (queima) com a presença de água. Não devemos utilizar a cal virgem para corrigir o solo junto com qualquer adubo, pois ela vai reagir com os nutrientes dos adubos e tornar insolúvel no solo. O melhor é utilizar calcários, tipo cálcitico (rico em cálcio) ou dolomítico (com cálcio e magnésio)e depois de 30 dias fazer a adubação da cova ou de plantio, pois assim o calcário já foi assimilado pelo solo. Poderá colocar junto com o calcário somente adubos verdes.

Pergunta Nº.: 58

Pergunta: Oi Prof Silvio, gostaria de maiores informações quanto a relação Carbono/Nitrogênio, não consegui entender. Na apostila está escrito 30/1 - isso significa que 30 é C e 1 é o N? Poderia me explicar melhor? Obrigada.

Resposta: Isto mesmo: 30 é o carbono(palhas,capins, etc= tudo que queima rápido e não cheira) e 1 é o nitrogênio (tudo que cheira e decompõe rápidamente). Dessa forma, a relação 30/1 significa que os microrganismos para decompor 30 partes de carbono, precisa consumir 1 parte de nitrogênio, essa é a relação ideal para os microrganismos trabalharem bem. Se você mistura materiais na relação 16/1- São 16 partes de carbono para 1 parte de nitrogênio. Veja que tem pouco carbono, a decomposição será então muito rápida, pois tem muita comida para os microrganismos. Se você misturar 61/1 -São 61 partes de carbono para 1 parte de nitrogênio. Então a decomposição será muito mais lenta, pois os microrganismos tem pouca comida (nitrogênio)para decompor muito carbono. Quanto mais carbono em relação ao nitrogênio mais lenta será a decomposição,entendeu?

Pergunta Nº.: 57

Pergunta: oi prof silvio tudo bem vc poderia me passar o metodo de preparo passo a passo assim como dosagens etc de todas as caldas protetoras mencionadas na aula 17 do curso e ate se caso vc saiba de algum que ñ foi mencionado? grato.

Resposta: 1) CALDA BORDALESA:Para fazer a calda bordalesa deve ser empregado sempre tanque ou vasilhame de plástico, cimento, cimento, fibra ou madeira. Não utilizar tambores de ferro, latão ou alumínio, pois reagem com o sulfato de cobre e a corrosão química podem destruí-los em pouco tempo, a não ser que sejam tratados com revestimentos anti-corrosivos. DISSOLVER O COBRE:O primeiro passo é dissolver o sulfato de cobre. Quando está na forma de pedra, deve ser triturado e colocado dentro de um pano de algodão e mantido imerso (em suspensão ) sobre um balde com bastante água, 20 a 50 ou mais litros. A dissolução completa demora até 24 horas. Pode ser empregado o sulfato de cobre na forma cristalizado, de mais fácil solubilidade, pois pode ser dissolvido na mesma hora do preparo, em um pouco de água quente ou normal.Para dissolver o sulfato de cobre ou a cal, recomenda-se utilizar, em torno de 5 vezes o volume de água, em relação à quantidade empregada desses produtos. DISSOLVER A CAL VIRGEM:Em outro vasilhame (sem ser de plástico) fazer a queima da cal virgem. Para pequena quantidade de cal virgem pode ser feita a hidratação na mesma hora. Para isso, coloque a cal virgem num lata de metal de 20 litros, adicione e misture um pouco de água fria. Deve-se formar uma pasta pouco mole, que irá aquecer pela hidratação da cal, havendo uma reação exotérmica. Deve-se tomar cuidado com a exalação dos gases e a alta temperatura do produto, durante o processo de hidratação. Após o resfriamento do pó, coloque 20 a 30 litros de água, obtendo um leite de cal. Para utilizar, esperar a mistura de cal esfriar, igual a temperatura da mistura cúprica. Passar a calda por uma peneira fina, para evitar a borra do cal. Para hidratar quantidades elevadas de cal virgem, por exemplo acima de 5 kg, deve de ser feita a “queima” da cal sempre na véspera. Neste processo, coloque no tambor de metal, quatro a cinco vezes em volume de água a quantidade de cal virgem. a ser hidratada. Exemplo: Para hidratar 20 kg de cal virgem, colocar antes no tambor 80 a 100 litros de água. Importante: sómente depois de ter colocada a água é que deve ser colocada a cal virgem. Pode ser empregada a cal hidratada para o preparo da calda bordalesa, porém esta deve ser nova quanto á fabricação e aumentada a quantidade em relação á cal virgem. PREPARO DA CALDA: COBRE + CAL Uma vez hidratada a cal virgem, estando a água necessária para a aplicação na caixa ou tanque de pulverização e o agitador ligado, derrame primeiramente a solução de cal (leite de cal) e em seguida, de forma lenta, a solução cúprica, com forte agitação no tanque (Figura ) Poderá ser colocada as duas soluções ao mesmo tempo ou então feita a mistura ao inverso, isto é, derramar primeiro a solução de cobre e por último o leite de cal, desde que de maneira bem lenta e com forte agitação. Depois de misturadas ambas soluções, deve-se medir o pH da calda. É somente dispensável quando emprega-se cal virgem na mesma proporção do sulfato de cobre. Para medir o pH, usa-se um peagâmetro, fita de tornassol ou então de maneira prática, utiliza-se uma faca ou canivete de ferro(não inox), pingando algumas gotas da mistura na lâmina. Depois de 2 a 3 minutos, sopra-se as gotas e verifica-se a reação ocorrida (oxidação). Estando a região escurecida, significa que a calda está ácida e precisa ainda de neutralização de mais cal. Não escurecendo, a calda estará pronta (alcalina).. Fazer a aplicação da calda bordalesa imediatamente após o seu preparo. Durante a pulverização, é indispensável que o tanque contendo a calda bordalesa tenha agitação contínua. Quando pronta (diluida) a calda deve ser utilizada no mesmo dia, não podendo ser diluida com água. A solução estoque de cal virgem (leite de cal), assim como a solução concentrada de cobre podem ser armazenadas por vários dias. CONTROLE DO pH A eficiência da calda bordalesa depende do controle do seu pH. As plantas suportam diferentes concentrações de cobre e da calda bordalesa. Nunca utilizar uma calda, sem a recomendação técnica e ter antes realizado testes para verificar o seu efeito nas condições locais. Para a maioria das plantas, uma calda quando está ligeramente alcalina (pH 8 a 8,5) tem efetiva ação preventiva, enquanto quando está neutra (pH 7 a 7,5), ação mais curativa. Geralmente as caldas são recomendadas com teores iguais de sulfato de cobre e cal virgem, produzindo uma calda bordalesa alcalina (pH superior a 10). Nestas condições o riscos de fitotoxicidade é mais baixo, inclusive nos períodos chuvosos e há disponibilidade de cálcio para nutrição foliar. 2)CALDA VIÇOSA:Sugestão de nutrientes para o preparo da Calda Viçosa: 500 a 600 g. de Sulfato de cobre + 300 g. de Sulfato de zinco + 200 g. de Sulfato de magnésio + 100 a 150 g.de Ácido Bórico + 300 a 400 g.de Sulfato de Potássio + 500 g. de Cal hidratada + 100 litros de água. O pH ideal da Calda Viçosa é de 7,0 a 8,0 O preparo da Calda Viçosa, é o mesmo recomendado para a Calda Bordalesa, havendo no entanto a necessidade de inverter a ordem de mistura dos componentes. Primeiro deve-se adicionar o leite de cal no tanque de pulverização, e depois adiciona-se o cobre e os micronutrientes (pré dissolvidos em água). Para facilitar o preparo, recomenda-se fazer a pré-dissolução dos produtos em recipientes separados. Num vasilhame com pouca água (20 ou 50 litros), coloca-se dentro de um saco poroso os sais (sulfato de cobre + micros + uréia), deixando-os imersos junto á superfície, por 20 a 30 minutos, até a dissolução completa. Os sais quando colocados dentro do saco poroso, pouco abaixo da superfície da água, dissolvem-se mais rapidamente do que quando depositados no fundo do vasilhame. Em outro recipiente, dissolver a cal hidratada, formando um leite de cal, colocando-a em seguida no tanque de pulverização e misturando bem. A seguir adicionar lentamente a solução com os sais, mexendo bem, A solução com os sais sempre deve ser colocada no tanque depois da solução de cal. É fundamental que seja agitada vigorosamente a calda, á medida que são acrescentados cada componentes, ligando-se o agitador e o retorno do tanque de pulverização. No preparo de pequenas quantidades de Calda Viçosa, poderá ser ser feita a mistura prévia dos dois componentes em um tanque ou balde, derramando a solução com os sais (vasilhame A) sobre o leite de cal + água (vasilhame B), e em seguida colocado no tanque de pulverizador. Neste caso, a agitação deve ser vigorosa, empregando-se uma pá de madeira ou misturador mecânico, para que ocorra uma mistura homogênea. Hoje no entanto, o preparo de grandes volumes de Calda Viçosa, é geralmente feito diretamente no tanque do trator. A adequada agitação da mistura, permite a formação de pequenas particulas, com maior suspensabilidade na calda. Uma lenta agitação vai formar partículas de maior diâmetro, que vão depositar mais rapidamente no fundo do tanque. A qualidade do sulfato de cobre e da cal, influenciam na qualidade da calda. O leite de cal deverá ser coado com um tecido de algodão, pois poderá conter partículas de maior diâmetro, como areia ou detritos, que poderão entupir os bicos. A Calda Viçosa quando diluída em água não poderá ser armazenada, devendo ser aplicada no mesmo dia em que foi preparada. CONTROLE DO pH A Calda Viçosa para ter uma boa eficiência deve ter uma reação levemente alcalina. O pH ideal da solução deve estar de 7,0 a 8,0. Poderá ser empregado o papel de tornassol, adquirido em farmácias. Imergindo a ponta desse papel na calda, se a cor mudar para azul, o pH está alcalino. Caso fique vermelha, indica acidez. Existe um papel indicador que vem em caixas, com a escala de cores, correspondendo cada cor a um pH determinado. O uso de peagâmetro digital é também recomendado, devendo antes ajustar o seu pH com solução padrão. Caso o pH obtido seja menor, aumentar a quantidade do leite de cal (cal hidratada + água). Se o pH for maior que 8,0, reduz-se a quantidade de cal. 3) CALDA SULFOCÁLCICA:A fabricação da calda é feito á quente, requerendo recipiente de metal (latão ou inox). Os ingredientes para a produção de 100 litros de calda Sulfocálcica é colocar 25,0 kg de enxofre ventilado, 12,5 kg de cal virgem e 70 litros de água. A cal virgem deve ser testada antes do seu emprego, caso demore a reagir com um pouco de água (formando uma pasta mole) após cinco minutos, não utilizar a cal, pois não é de boa qualidade. No caso de preparar 100 litros, utilizar um tambor de 200 litros, para evitar que a solução derrame durante a fervura. Dissolver primeiro o enxofre em um pouco de água quente, no fundo do tambor, formando uma pasta mole e completar com 70 litros de água quente. Estando a água com a temperatura em torno de 50ºC, derramar lentamente a cal virgem na solução, mexendo com uma pá de madeira comprida, para que forme uma mistura homogênea e não haja separação do enxofre. Deixar ferver por 50 a 55 minutos, mexendo sempre e mantendo a temperatura entre 90 a 95ºC, tendo o cuidado de evitar os vapores exalados pela fervura. No caso do preparo manual, é necessário manter disponível uma lata com 20 litros de água fria, para adicionar á medida que a mistura sobe durante a fervura. Manter o nível da solução em 100 litros, com o acréscimo da água quente. Quando atingir a coloração pardo-avermelhada, a calda estará pronta. Deixar esfriar e coar com pano de algodão. Guardar em recipiente de plástico ou vidro, fechado hermeticamente, para evitar a entrada de ar, o qual poderá reduzir o seu poder fungicida e inseticida. O resultado é um produto liquido concentrado, de coloração parda-esverdeado. A sua qualidade é medida em função da densidade da calda, empregando para isso o Areômetro de Baumê, muito utilizado na industria de xaropes. A calda ideal possui densidade de 32º Beumê, porém é considerado boa uma calda com 29 ou 30ºBeumê. A concentração mais empregada para o seu preparo é de 25,0 kg. de enxofre ventilado e 12,5 k. de cal virgem em 100 litros de água. A Calda Sulfocálcica resultante é uma mistura de sulfuretos e polisulfuretos de cálcio, com substâncias inertes. Os resíduos que ficarem no filtro ou coador devem ser guardados, pois servirão para pincelar os troncos e galhos das árvores, com pragas e doenças.

Pergunta Nº.: 56

Pergunta: oi prof silvio tudo bem estive lendo sobre o acido pirolenhoso e se peossivel queria que vc me tirasse algumas duvidas. para a produção do acido pirolenhoso a queima da madeira tem qeu ser para a pordução de carvão ou pode ser a fumaça tipo de um cano de fogão comum por exemplo ou seja se a queima da madeira tem que ser feita en fornos como no sisteam de produção de carvão vegetal ou o sistema de queima da madeira ñ interfere no produto?/// teria como eu fabricar de um modo meio simples o acido pirolenhoso por exemplo a partir de um cano de fogão estrair o acido e tirar as suas inpurezas se teria como, como eu teria que fazer passo a passo para produzir o acido pirolenhoso e tambem se o alcatrão que se ñ tou enganado teria qeu tirar do acido tera algum efeito malefico em contato com o solo apos separa do acido ou esle ira incorporar ao solo sem nenhum problema de toxides ou algo do tipo? desde ja agradeço a atenção.

Resposta: O melhor processo é a queima da madeira para produzir carvão, pois a combustão é lenta e sai muita fumaça e podemos fazer um chaminé inclinado para condensar a fumaça.No caso do fogão de lenha a queima da madeira é rápida e produz fumaça somente no começo e o chaminé é vertical para a saída de toda fumaça para a atmosfera. Quanto ao alcatrão, é uma substância cancerígena, componente do ácido pirolenhoso. Tem que deixar descansar por 2 a 3 meses e depois passar pelo processo de distilação, para eliminar o alcatrão na forma solúvel, que não saiu na decantação. Um produto sem este tratamento não deve ser utilizado de forma alguma na agricultura orgânica e ecológica, pois tem uma substância cancerígena.

Pergunta Nº.: 55

Pergunta: oi prof. Silvio. tudo bem? queria se possivel que vc me informasse melhor sobre dois assuntos: se teria como fazer um controle algum defensivo alternativo para os coros somo assim conheço sabe os besouros na faze larval que estão atacando os pes de mirtilo comendo o caule proximo as raizes levando a morte de muitos pes. e a outra informação que eu queria é se teria uma boa forma de eu descompactar o solo com plantas oiu algo assim sen necessitar de implementos como pe-de-pato pois o slo que tenho aqui eu passo apenas a rotativa ou seja a camada um pouco mais funda acaba compactando bastante moror em ragião de clima temperado e se possivel queria alguma planta de inverno para mim aproveitar o verão para o plantio de outras cultivares.obs nesse terreno esta no momento sameado aveia preta iniciando a germinação. grato.

Resposta: CONTROLE DE BESOUROS:TERRA DIATOMÁCEA (dióxido de silício)-As terras diatomáceas constituem-se de algas inferiores, do grupo das Crisófitas (diatomáceas). A célula das diatomáceas possui parede celular rígida denominada frústula ou carapaça, composta por duas valvas que se encaixam e podem apresentar grande diversidade de formas e de ornamentação. Existem depósitos seculares dessas carapaças, denominados terra de diatomáceas ou diatomito. Essas carapaças são utilizadas na fabricação de cosméticos, filtros, produtos de polimento e também na agricultura. (www.biomania.com.br). A terra diatomácea é utilizada na formulação do produto comercial INSECTO®. Insecto é composto de dióxido de silício derivado de terra diatomácea (TD) de água salgada e isca atrativa aprovada para consumo humano. Ela possui a capacidade de absorver até 175% de seu peso em água, o que lhe garante grande poder inseticida. ADUBO VERDE PARA DESCOMPACTAÇÃO DO SOLO: Outono/inverno (fevereiro a abril) – Recomendado para cultivo na entressafra de culturas comerciais de verão, com objetivo de: aumentar o teor de matéria orgânica no solo, ocupação de terras ociosas, controle da erosão, diminuição de infestação por plantas invasoras, possibilidade de utilização na alimentação animal. Exemplo: ervilhaca, tremoço e aveia preta.Tipos de adubos verdes de outono/inverno: a) Graníferos: grão de bico, ervilha, lentilha e soja (de inverno)b) Coberturas verdes: tremoço, ervilhaca e chícharo.O plantio no período de outono-inverno é uma excelente alternativa para não deixar que as ervas invasoras aumentem a sua população na área, isto é, manter o solo sempre cultivado com plantas comerciais. Adubos verdes indicados: Aveia preta, azevém, ervilhaca, nabo forrageiro, tremoço e chícharo. Em locais sem risco de geadas, crotolária juncea e mucuna-preta.



Pergunta: o que é eutrofização das águas?

Resposta: É o enriquecimento das águas com nutrientes minerais, como nitrogênio, potássio, fósforo, cálcio, magnésio, etc, que provém da erosão, principalmente da laminar causada pelas chuvas que é pouco percebido pelas pessoas(sendo uma lavagem superficial), que arrastam terra até os rios e lagos ficando as águas com elevados teores destes minerais. Em consequência as algas vão absorver esses nutrientes, crescer muito e tirar oxigênio da água, faltando para os peixes. As algas em excesso morrem, assim como os peixes sem oxigênio, com muito material orgânico no estado de putrefação na água e é por isso que rios poluídos cheiram tão mal.

Pergunta Nº.: 52

Pergunta: oi! prof. Silvio! tudo bem? queria saber oque vc teria pra me dizer do seguinte inseto: mosca Prolepsis lucifer (Diptera: Asilidae) qual os vantagens e desvantagens desse inseto na agricultura e se vc saberia onde poderia adquirir este inseto se teria onde eu adiquirir ou ñ? grato

Resposta: Foi verificado em regiões produtoras de uva do Rio Grande do Sul a ocorrência de larvas de Prolepsis lucifer(Wiedemann,1828) (Diptera, Asilidae) predando ninfas de Eurhizococcusbrasiliensis- Pérola da Terra, a pesquisa encontra-se diante de uma observação importante, uma vez que não existem até o momento,referências sobre outras espécies predadoras desta praga. A cochonilha E. brasiliensis causa danos importantes aos vinhedos e outras fruteiras do sul do Brasil. Os danos apresentam-se na forma de um declínio gradual da vitalidade da planta e uma diminuição progressiva da produção, chegando a causar sua morte. O controle biológico pela utilização de artrópodes parasitas e predadores é um componente desejável dentro de um sistema de manejo integrado de pomares. Este tipo de manejo é ideal no momento em que uma economia globalizada faz questão de uma fruticultura auto-sustentável.O que estou sabendo é que existem pesquisas, cujo objetivo é levantar as populações de formas jovens de P. lucifer e de E. brasiliensis em vinhedos localizados na encosta superior do Nordeste do Rio Grande do Sul e de estudar a flutuação populacional mensal dos adultos dos dois insetos. Creio que esteja na fase de pesquisa ainda, não tenho informações que já estejam fornecendo os insetos para cultivos comerciais, pelo menos na minha última viagem á região de Caxias do Sul, no fim de 2006, no entanto, vamos consultar a Embrapa-RS.

Pergunta Nº.: 51

Pergunta: Oi prof Silvio tudo bem? O que vc me informaria sobre a solarização do solo? por exemplo: para produção de mudas, sementeira ou coisa do tipo, que ouvi diser que é vantajoso, pelo fato de eliminar sementes de ervas que possa ter na terra e disem que destrói qualquer praga e doença que tiver naquele solo. Seria isto mesmo? Para a perola-da-terra, se fosse naquele sistema, eu ñ to lembrado do nome mais é aquele que fazem, tipo em uma caixa com canos de metal é uma cobertura encima com lona plástica comum em estufas, acredito de que vc conheça da qual estou falando será que nesse sistema essa terra estaria livre da perola da terra? por exemplo para mim produzir mudas. Grato.

Resposta: DESINFECÇÃO DE SOLOS - São vários procedimentos que poderão ser testados no sistema agroecológico, dentre os quais destacamos = 1. Vapor:Consiste em fazer o tratamento do canteiro, cobrindo totalmente com uma lona, empregando-se o calor . O vapor produzido por uma caldeira é injetado por 2 horas. Ação contra patógenos do solo. 2. Solarização do solo: Cobre-se o terreno com plástico de polietileno transparente de 30 micros, por 30 a 50 dias. Preparar bem o solo para o plantio e adubar. Umidecer o terreno antes da cobertura plástica, enterrando as laterais com terra. Evitar bolsas de ar e materiais pontiagudos. Depois de retirada a cobertura não revirar a terra, pois pode descobrir sementes em profundidade. Ação: patógenos, pragas, nematóides e ervas daninhas. (Bettiol,1997) 3. Cal virgem:Incorporar 500 gramas por metro quadrado. Deixar descansar o canteiro por 30 dias no mínimo. Após o tratamento colocar no solo biofertilizantes para evitar o vazio biológico. 4. Adubos verdes: Uma medida auxiliar para o combate de doenças, pragas e ervas invasoras do terreno é o plantio e incorporação de adubos verdes. A recomendação para redução de nematóides é a Crotalária spectábilis, para redução de tiririca (Feijão de porco). Fazer rotação dos cultivos com adubos verdes, principalmente hortaliças cultivadas em estufas, reduzindo os patógenos e ervas daninhas. 5. Rotação de culturas Assim como a esterilização, a rotação de culturas garante o controle das doenças que se alastram pelo solo. Faz-se a rotação da seguinte maneira: quando uma hortaliça é colhida, o canteiro deve ser preparado novamente e ocupado por uma outra espécie , de família diferente e obedecendo à seqüência raiz/folha/fruto. As plantas de famílias e características diferentes raramente são suscetíveis às mesmas doenças havendo rotatividade, os micro-organismos que provocam estas doenças não encontram hospedeiras e morrem por falta de alimentos. Algumas culturas chegam a serem tóxicas para os microorganismos maléficos presentes no solo e eliminam quase toda a população. No inicio parece difícil organizar essa rotação. Mas aos poucos o horticultor vai reconhecendo as melhores combinações e os casamentos indesejáveis. Para alcançar esse conhecimento e preciso observar atentamente as circunstancias em que surgem as pragas e identificar a falha que possibilitou seu aparecimento. No caso da ocorrência de nematóides a rotação deve ser feita com variedades resistentes ou com leguminosa. Esses vermes minúsculos que podem por vezes infestar o solo das hortas e causar grandes prejuízos morrem quando as reservas de alimento contidas em seus corpos se esgotam. E o limite de resistência deles dificilmente excede o ciclo normal de uma leguminosa. Para prevenir a ocorrência de nematóides, o plantio de cravo-de-defunto (Tagetes Patula L.) é bastante eficiente. A planta possui uma substancia que repele os nematóides e intoxica aqueles que porventura sugarem suas raízes. Varias moitas de cravo-de-defunto devem ser espalhadas pela horta , especialmente ao lado das culturas mais susceptíveis como tomate, alho-poró, salsão, e cenoura. Quando as folhas do cravo-de-defunto caírem, o miolo contendo as sementes deve ser armazenado para que o horticultor tenha seu próprio estoque para semear, posteriormente, é só esmagar o miolo com os dedos e espalhar as sementes.

Pergunta Nº.: 50

Pergunta: Oi prof Silvio tudo bem na aula 11 sobre adunação verde dizia que par afazer a adubação verde entre outras formas disia que podia ser dessecado as plantas mas como seria feito essa dessecação sendo que herbicida ñ é permitido na agricultura orgânica.

Resposta: CORTAR A MASSA VEGETAL, NA PRÉ-SEMEADURA DA CULTURA COMERCIAL: Nesta fase, o terreno deverá estar coberto com massa vegetal viva, recomenda-se então provocar sua morte ou seja, o secamento do planta. Para substituir o dessecante que é empregado na agricultura convencional, o produtor orgânico poderá utilizar o sistema mecânico (rolo-faca, roçadeira, segadeira ou outro equipamento). Para as condições locais, deve ser testado o equipamento tipo Triton, que corta a planta residual a poucos centímetros do solo e deixa uma camada uniforme de restos vegetais sobre o terreno. O rolo-faca é também um equipamento recomendado para aveia preta, nabo forrageiro, tremoço e ervilhaca. Procedimentos recomendados: Quando houve plantios para a formação de cobertura, é necessário provocar a morte da planta, com o corte na fase de formação de grãos, com secamento posterior, evitando sua rebrota. · Quando as áreas foram conduzidas para a formação de grãos, Controlar as rebrotas da cultura com rolo-faca, para provocar seu secamento. Manter a densidade de plantas daninhas baixa, com a catação das infestantes com enxada. · Quando a área ficou em pousio: O produtor deve cortar as ervas infestantes, antes da formação de sementes, assim como reduzir um excessivo número de infestantes na área. Geralmente no plantio direto, há uma redução acima de 20% da população de ervas invasoras por ano.

Pergunta Nº.: 49

Pergunta: Oi prof Silvio tudo bem eu queria saber o que seria inoculante mencionada na aula 11 para ser colocado nas sementes para adubação verde?

Resposta: Inoculação das leguminosas:É recomendável inocular as sementes em solos cultivados intensivamente, sem vida ou mesmo aqueles orgânicos. Misturar 100 ml de água e 100 g de inoculantes (produto comercial, que é o Rhizobium em pó, vendido nas lojas agrícolas para misturar com a semente da soja), até formar uma massa uniforme, misturando em seguida às sementes, que deverão ser secas na sombra. Neste caso o plantio deve ser imediato, até o dia seguinte à inoculação. Para maior sobrevivência do rizobium, a poderá ser revestida com a mistura do inoculante com goma arábica 40% ou goma caseira (araruta, mandioca ou farinha de trigo). Em seguida, poderá a semente ser misturada com calcário, micronutrientes, biofertilizantes (ex: Supermagro). ou fosfato de rocha finamente moído.

Pergunta Nº.: 48

Pergunta: Oi prof Silvio, tudo bem? queria saber se teria como eu fazer uma compostagem apenas com esterco bovino? apenas coberto superficialmente com pasto seco. se tiver como fazer um composto com boa qualidade, no que diferenciaria do composto normal, com esterco e pasto ou palha seca junto? Ele sera uma compostagem mais rica em nitrogênio em que ira diferenciar da compostagem comum? eu terei que fazer algo de diferente no preparo desse tipo de composto?

Resposta: O esterco de curral puro curtido é um bom adubo orgânico, com a relação Nitrogênio=1 e Carbono=32, com bons teores de nutrientes: N=1,67 -P=0,68 e K=2,11. No entanto, considero um desperdício utilizar somente o esterco curral curtido. Como o esterco de curral é rico em microrganismos e nitrogênio é melhor aproveitá-lo para fazer compostos orgânicos, isto é, misturar palhas e outros materiais sem qualquer valor e transformar em adubos orgânicos. Desta forma, pode misturar 1 parte de esterco de animais (rico em nitrogênio) para 1 parte de palhas ou restos vegetais bem picados (ricos em carbono) ou 2 partes de palhas. Sabendo que quanto mais palha coloco demora mais a decomposição e o composto é menos rico em nitrogênio. No máximo, colocar 1 parte de material rico em nitrogênio para 3 partes de materiais ricos em carbono (palhas, capins secos,restos vegetais, etc).De acôrdo com a necessidade, o produtor pode fazer o enriquecimento com materiais ricos em fósforo (termofosfato, fosfato de Araxá, farinha de ossos, etc), ricos em potássio (cinzas de madeira, sulfato de potássio, aveia, etc), cálcio ( calcário ), sílica (silicatos, casca de arroz carbonizado) e outros como carvão, pó de rocha, etc. Pode-se distribuir sobre as camadas à lanço, alguns produtos para enriquecer o composto como calcário bem fino (1 kg/m3) e/ou Concinal (3kg/m3) e/ou Yoorin Master (2 kg/m3). Pode ser usado pó de granito (5kg/m3) e/ou MB4 (3kg/m3), argila (10 kg/m3), cinzas (15 kg/m3), fosfato de Araxá (3kg/m3). Há muitos outros produtos que poderão ser incluídos na compostagem, como sulfato de potássio, de acordo com a recomendação local.

Pergunta Nº.: 47

Pergunta: Caro prof. Silvio. Gostaria de confirmar o que li no material do curso (pág. 15, aula de 17) controle de bemisia spp (mosca branca), usando sabão (detergente) a a 0,5% ou sabão mais cal hidratada. É eficiente esses dois produtos para este controle?

Resposta: Sim, essa recomendação foi feita anos atrás por um orgão oficial(Embrapa), como uma das alternativas naturais para o controle da mosca branca. É claro que vai depender do grau de infestação da praga e da condição da cultura. O que devemos ter em mente que inicialmente precisamos ter o equilíbrio nutricional, não disponibilizar radicais livres (aminoácidos, ter um manejo adequado do solo e água, utilizar produtos que venham a fortalecer a planta, como fosfitos,silica, calda sulfocálcica, calda viçosa, cal hidratada, plantas fortalecedoras:urtiga, cavalinha,etc)e somente depois pensar em utilizar um defensivo alternativo, com efeitos repelente, tóxico, erradicante,etc.

Pergunta Nº.: 46

Pergunta: Fiquei de responder as outras 4 perguntas da 1ª aula no outro dia, mas agora não consigo entrar nas perguntas para responder. O que vai acontecer se eu ficar sem respostas na 1ª aula?

Resposta: As perguntas são feitas para verificar o nível de aprendizado dos alunos. Nós sugerimos e recomendamos que respondam as questões, e não obrigamos. Seria bom que respondesse todas as questões e se tiver alguma dúvida escreva no Tira-Dúvidas. Peça para a equipe de Web - Infobibos, a liberação das questões que não respondeu. Vocês podem também solicitar por e-mail que sejam enviados textos complementares sobre assuntos que estão estudando, sem nenhum custo adicional. Estamos á disposição de cada aluno. Obs. Para todos os alunos que estiverem em dia com as mensalidades, enviaremos pelo correio o livro: INTRODUÇÃO Á AGRICULTURA ORGÂNICA, inteiramente grátis.

Pergunta Nº.: 45

Pergunta: oi prof. Silvio tudo bem? a minha pergunta foje um pouco do assunto das aulas masi mesmo assim talves voce possa me dar uma ajuda. tenho no momento aproximadamente 200 pes de videira em um pequeno parreral. Sendo que aqui tenho enfrentado problemas com a perola-da-terra sendo que eles ja mataram aproximadamente 80 pes de videira e ja deixaram bastante fraca as demais. as videiras são enxertadas. eu estive pesquisando emalguns sites e tambm falando com outros pequenosd produtores que tiveram problemas ou qeu ainda tem problemas com perola-da-terra mas entre as informações que obtive ate agora umas contradizem as outras então queria saber se vc sabria me dizer se teria salvação o restante do meu parreral como eu teria que fazer ou se ñ há como produzir uva em terra contaminado por perola-da-terra. as videiras estão em clima temperado no RS talves esta informação tambem seja importante no momento da sua resposta grato. fernando

Resposta: Esse é um dos problemas mais sérios da videira, que tive conhecimento há quase 30 anos na região de Louveira.SP. Agora dando cursos em Caxias do Sul, Garibaldi, Farroupilha, Bento Gonçalves, etc. fiquei sabendo que está ocorrendo o mesmo problema. Em todas as regiões que ocorre a Pérola da Terra (ela é uma cochoninha redonda, como se fosse uma pérola amarelada)acaba o cultivo da videira, pois ela multiplica e não há um produto eficiente no seu controle. O que eu recomendo é que faça o plantio intercalar de adubos verdes, precisa testar diversas espécies de adubos verdes para encontrar uma que tenha ação alelopática sobre essa praga. Você deve também fazer aplicação elevada de matéria orgânica no solo e repovoar o solo com micro e macroorganismos, pois eles poderão atuar como "polícia" do solo. Fazer irrigação do solo com biofertilizantes, ricos em microrganismos. Aplicar solução com água com EM4 ou Trichoderma ou Boveria bassiana ou outros agentes entomopatogênicos. Fazer criação de minhocas no local, isto é, tudo que possa tornar o solo rico em organismos que possam fazer o controle biológico. Testar calda sulfocálcica de 3 a 5% ( 3 a 5 litros em 100 litros de água, irrigado no solo).Cuidado para não transportar terra dessa área para outra área, assim como o emprego de ferramentas, que podem disseminar a praga. Vou repetir, não temos um tratamento específico, podemos tentar o controle com os produtos naturais.

Pergunta Nº.: 44

Pergunta: Olá Prof. Silvio ! Quero perguntar sobre a "Ferrugem Asiática" na soja. Voce conhece algum produto orgânico com controle eficiente, ou alguma mistura ou preparado orgânico? Grato, Álvaro - Rio verde/GO.


Resposta: Nós não temos como na agricultura convencional um produto específico contra uma doença ou praga. O que temos que fazer é primeiramente ter cultivares resistentes, ter um solo sadio (aeração, estrutura,etc), manejo do solo correto, controle adequado da umidade e em seguida utilizar produtos que possam fortalecer a planta. Uma delas é o produto á base de enxofre (CALDA SULFERTILIZANTE) +silica.Na recomendação agroecológica estão indicados os tratamentos com calda bordalesa, viçosa e sulfocálcica, enxofre e sílica. Segundo a recomendação da EMATER/PR: Engenheiro Agrônomo Sergio Angheben - Emater - Ivaiporã – PR, poderemos fazer os seguintes tratamentos: 15 a 20 dias após a emergência:Calda sulfocálcica a 1%(CALDA SULFERTILIZANTE) + urina de vaca a 1% (decantar 03 dias antes de usar na sombra e fechado) 15 a 20 dias após a primeira: Calda sulfocálcica a 2% + Sulfato de cobre a 0,1% (pré-mistura e primeira a ser colocado na bomba) + urina de vaca a 1% (decantar 03 dias antes de usar na sombra e fechado)Repetir na pré-florada e na formação de vagens: calda sulfocálcica a 2% sulfato de cobre a 0,1% (pré-mistura e primeira a ser colocado na bomba) urina de vaca a 1% .(decantar 03 dias antes de usar na sombra e fechado) Utilizar produtos que fortalecem a planta, como silicatos e fosfitos. Uso do Fosfito: Os resultados de Fosfito, quando testados em soja, avaliaram a prevenção da Ferrugem Asiática da soja. Embora os testes tenham sido avaliados apenas em poucas safras, pesquisadores afirmam que o Fosfito pode, além de ajudar a retardar o aparecimento da Ferrugem através da produção de fitoalexinas e da resistência das plantas. Os mesmos pesquisadores alertam que é preciso evitar a aplicação de fosfitos logo após qualquer herbicida, pois este acentua sua eficiência, podendo causar fitoxicidade à cultura

Pergunta Nº.: 43

Pergunta: Fale um pouco maissobre os organofoforados?

Resposta: Os organofosforados são defensivos de síntese química, na maior parte inseticidas agrícolas. Os defensivos orgânicos de síntese abrangem os seguintes conjuntos: organoalogenados (DDT, BHC, lindano, clordane, heptacloro, aldrin, dieldrin, endrin, etc.); organofosforados (azinfos, malation, paration, forato, oxidemetonmetilo, etc.); sulfonas e sulfonatos (tetrasul, tetradifon, fenizon etc.); e os carbamatos (carbaril, isolane etc.). Grande parte é de uso banido ou proibido nos países desenvolvidos e no Brasil, como é o caso do DDT, BHC, paration e cianetos.Os defensivos orgânicos de síntese abrangem os seguintes conjuntos: organoalogenados (DDT, BHC, lindano, clordane, heptacloro, aldrin, dieldrin, endrin, etc.); organofosforados (azinfos, malation, paration, forato, oxidemetonmetilo, etc.); sulfonas e sulfonatos (tetrasul, tetradifon, fenizon etc.); e os carbamatos (carbaril, isolane etc.). Grande parte é de uso banido ou proibido nos países desenvolvidos e no Brasil, como é o caso do DDT, BHC, paration e cianetos.Os defensivos orgânicos de síntese abrangem os seguintes conjuntos: organoalogenados (DDT, BHC, lindano, clordane, heptacloro, aldrin, dieldrin, endrin, etc.); organofosforados (azinfos, malation, paration, forato, oxidemetonmetilo, etc.); sulfonas e sulfonatos (tetrasul, tetradifon, fenizon etc.); e os carbamatos (carbaril, isolane etc.). Grande parte é de uso banido ou proibido nos países desenvolvidos e no Brasil, como é o caso do DDT, BHC, paration e cianetos.Os resíduos de defensivos também provocam contaminação em nível planetário, como se verificou na Antártica, onde foram detectados vestígios de DDT em focas e pingüins. Os organoclorados agem sobre o sistema nervoso, modificam atividades metabólicas e favorecem o desenvolvimento do câncer. Em 1936, pesquisas do químico alemão Gerhald Schrader chegaram ao desenvolvimento de compostos organofosforados com propriedades inseticidas. Um dos compostos desenvolvidos por ele, o parathion, viria mais tarde a ser o inseticida agrícola mais utilizado no mundo. Os trabalhos de Schrader levaram ao desenvolvimento de compostos mais potentes, conhecidos atualmente como agentes nervosos, utilizados como armas com objetivos genocídas. ? Como os compostos organofosforados foram primeiramente utilizados para fins militares, os organoclorados, tornaram-se, a princípio, os principais inseticidas utilizados na agricultura. Em 1939, Paul Miller sintetizou o DDT (diclorodifeniltricloroetano), recebendo por isso o premio Nobel. Ele foi extensivamente utilizado no início da década de 40 como pesticida. Apesar de pouca toxicidade humana, os organoclorados foram banidos na maioria dos países do mundo devido ao desequilíbrio ambiental que provocavam. Com a diminuição do uso dos organoclorados, os organofosforados e seus compostos relacionados – os carbamatos – começaram a ser utilizados como inseticidas ao redor do mundo. Apesar de provocarem pouco impacto ambiental, eles são altamente tóxicos para seres humanos. ? Os organofosforados inibem a enzima colinesterase, responsável pela quebra das moléculas de acetilcolina na fenda sináptica, pela ligação dos radicais fosfatos a essa enzima. Isso gera superestimulação colinérgica, causando efeitos tóxicos para o sistema nervoso autônomo, sistema nervoso central e junção neuromuscular. Eles são bem absorvidos pela pele, trato respiratório e digestivo. ? Os principais efeitos agudos da intoxicação por organofosforados são: · Sistema Nervoso Autônomo = miose, lacrimejamento, salivação, excesso de secreção brônquica, broncoespasmo, bradicardia, vômitos, diarréia, incontinência urinária e diaforese. · Sistema Nervoso Central = convulsões, agitação, sonolência, coma. · Junção Neuromuscular = tetraparesia, fasciculações. O planeta Terra não tem mais condições de absorver milhares e milhares de toneladas de produtos petroquímicos perigosos atualmente usados na agricultura convencional. É de conhecimento geral que tais produtos geram uma série de problemas de saúde. Os inseticidas sintéticos originários da indústria petroquímica matam insetos e larvas indiscriminadamente, poluem o ambiente, intoxicam operadores, seus familiares, consumidores e, portanto, têm sido substituídos no mundo todo. Não obstante serem extremamente tóxicos, a patente da fórmula encarece o produto para o produtor que por sua vez, não disponibilizará do inseticida sempre que necessário. Consequentemente, o controle dos insetos nocivos não é feito de maneira adequada.

Pergunta Nº.: 42

Pergunta: gostaria de explicações mais claras sobre fitoxidade?

Resposta: A palavra Fitotoxicidade, significa: Fito = Planta e Toxicidade = Fazer mal, estragar, queimar e intoxicar. Desta forma fitotoxicidade, significa uma planta intoxicada por algum produto. Qualquer produto aplicado na planta, seja via foliar ou no solo, tem de ser feito por pessoas capacitadas e equipamentos bem regulados. Uma aplicação mal feita pode causar fitotoxidade na planta, retardando seu desenvolvimento, queimando folhas e frutos e diminuindo a produtividade. A fitotoxicidade é o efeito negativo da aplicação de qualquer produto sobre a planta. É muito comum plantas serem queimadas por excesso de concentração de produtos, como herbicidas, inseticidas e fungicidas, assim como adubos foliares. As razões podem ser muitas: concentrações muito altas, hora do dia inadequado (muito quente), fase da planta incorreta (florescimento), etc.

Pergunta Nº.: 41

Pergunta: Aula 16, Caro professor gostaria de saber quais os produtos alternativos ou naturais indicados para controle da paquinha (Neocurtilla hexadactyla)na cultura Alface em ambiente Protegido "estufa". OBS: Gostaria por gentileza que o senhor me enviasse recomentaçãoes técnicas para a cultura da cebola de cabeça para o Estado do Acre. Estou necessitando destas informações urgentimente. Grata Maria Rosângela.

Resposta: Pergunta já respondida anteriormente.

Pergunta Nº.: 40

Pergunta: Aula 16, Caro professor gostaria de saber quais os produtos alternativos ou naturais indicados para controle da paquinha (Neocurtilla hexadactyla)na cultura Alface em ambiente Protegido "estufa". OBS: Gostaria por gentileza que o senhor me enviasse recomentaçãoes técnicas para a cultura da cebola de cabeça para o Estado do Acre. Estou necessitando destas informações urgentimente. Grata Maria Rosângela.

Resposta: Na agroecologia não temos defensivos específicos para cada praga, como ocorre na agricultura convencional. O que temos são produtos que repelem, como extrato de alho ou com ação intoxicadora alimentar, como o Nim.Estes produtos poderão ser testados. Favor enviar os dados que solicitou por email.

Pergunta Nº.: 39

Pergunta: olá rofessor Silvio: Estou te enviando os meus dados para que me encaminhe para a fabrica do produto "Calda Sulfertilizante" - Grato! Álvaro Pessoa, Engº Agrº, End.: Rua 07 Qd 13 Lt 15; Vila Verde, Rio Verde - Goiás, Cep 75.909-160, e-mail: alvaroagronomo@hotmail.com. Já trabalhei com vendas e gosto do ofício. Um abraço, Álvaro

Resposta: Obrigado Álvaro, vou anotar o seu endereço e encaminhar para a fábrica e também enviarei dados do produto para melhor conhecimento do produto e seu potencial de emprego na agricultura.

Pergunta Nº.: 38

Pergunta: Prezado Silvio: estou auxiliando uma professora da faculdade de agronomia em como compostar a "composteira de frango"(restos de frangos mortos e colocados para secar por 120 dias". Eu recomendei misturar com pim icado, ou bagaço de cana e adicionar esterco fresco bovino diluido em água para agilizar a compostagem. Não sei se é o melhor o que acha?

Resposta: Sempre na mistura precisamos misturar material rico em nitrogênio (restos de frangos) com material rico em carbono (palhas, capins, folhas, restos vegetais picados). Geralmente a proporção é 3 partes em peso do carbono para 1 parte de nitrogênio. Assim sendo, não precisa colocar o esterco fresco bovino que é um material rico em nitrogênio. A única vantagem do esterco bovino é a presença de microrganismos para estimular a decomposição, porque na carcaça do frango já existe muito nitrogênio e irá acelerar muito a decomposição misturando muito esterco. Eu recomendo misturar os restos de frangos em camadas picadas de capins. Você poderia utilizar um microrganismo como EM4 ou obter microrganismos na terriça da mata, coletando num balde e misturando com agua e melaço. Há um trabalho da Secretaria da Agricultura- CATI, específico sobre a produção de compostos com restos de frango, vou tentar obter o material para enviar para informar com mais detalhes.

Pergunta Nº.: 37

Pergunta: Caro Silvio: Gostaria de saber a melhor forma para controle natural de carrapato e mosca de chifre em bovinos, com o uso do nim ou capim cidreira, e qual a dosagem e melhor maneira de aplicar.

Resposta: MOSCA DO CHIFRE a) Alho e sal: 1,0 kg de alho, 5,0 kg de sal mineralizado. Indicação: repelência para a mosca do chifres e ectoparasitos e vermífugo. Preparo: Moer os dentes de alho, se necessário juntar milho para facilitar a mistura com o sal. Fornecer nos períodos de maior infestação Fonte: Stoll, 1989. b) Alho + pimenta: 01 pedaço de sabão de coco (em torno de 50 g), 4,0 litros de água quente, 02 cabeças de alho, finamente picadas e 04 colheres pequenas de pimenta vermelha picadas. Indicação: moscas dos chifres e mosquitos. Preparo: Dissolver 50 g de sabão em 4,0 litros de água. Juntar 02 cabeças de alho picadas e 04 colheres de pimenta vermelha picada. Coar em pano fino e aplicar. Fonte: Stoll, 1989. Alho moído + água quente, preparados na forma de chá, é recomendado para controle de bronquites, assim como o agrião, o eucalipto, e o guaco são utilizados na homeopatia animal. PARASITOS INTERNOS a. Nim: Para combater os parasitos internos dos animais, colocar 10% de torta de sementes de Nim na alimentação. Fonte: Schutterer, 1995 (citado por H. Abreu Jr. Práticas no Controle de Pragas e Doenças na Agricultura - ColetâneaEmopi, 1998, 112 p.) b. Alho e sal: 1,0 kg de alho e 5,0 kg de sal mineralizado. Indicação: repelência para a mosca do chifres e ectoparasitos e vermífugo. Preparo: Moer os dentes de alho, se necessário juntar milho para facilitar a mistura com o sal. Fornecer nos períodos de maior infestação.

Pergunta Nº.: 36

Pergunta: Caro professor Silvio. Eu moro em uma região muito rica no plantio de soja e milho ( além de feijão e algodão). São mais de 1 milhão de ha na região sudoeste. Gostaria de saber se você tem algum interesse em trabalhar o produto "Calda Sulfertilizante" nessas culturas. Gostaria de ser um arceiro aqui no meu estado. O que acha, é possível?

Resposta: Claro que você poderia trabalhar com o produto e ajudar os agricultores, com um produto natural que não afeta o homem e o ambiente. Custa muito barato,abaixo de 1 real o litro (não sei direito quanto vai chegar o preço para sua região por causa do transporte). É excelente para a soja, para controle da ferrugem, para aplicar em milho, que tem deficiência de enxofre, ótima para citros e muitas outras culturas. Então, envie-me todos os seus dados que vou encaminhar você para a fábrica, então receberá todas as orientações.

Pergunta Nº.: 35

Pergunta: É possível fazer outro tipo de agricultura gerando alimento em massa ou isso é só uma utopia? Existem grandes plantações no Brasil por exemplo que utilize a agricultura orgânica ou biodinâmica (ou qq outra que siga condutas diferentes)? Ou ainda será que esse tipo de agricultura preconize uma outra estruturação no que diz respeito a produção de alimentos, onde o papel do pequeno produtor seja fundamental e haja políticas para fixar o homem no campo?

Resposta: É possível fazer agricultura orgânica em grandes áreas, aliás, temos extensas áreas de soja, cana de açucar e café no Brasil. Acontece que temos que fazer a conversão por etapas, contando com pessoal capacitado. Se alguém quiser certificar 100% de uma grande área de uma vez, pode fracassar no processo orgânico, pois sempre precisa fazer a recomposição do ambiente e recuperar os solos. O movimento por uma agricultura saudável está crescendo, não estando somente limitada aos orgânicos. Hoje, está sendo divulgado vários tipos de certificados agrícolas, todas baseados na condição eco-social da propriedade. Eles utilizam o mínimo de veneno, dentro das recomendações técnicas, o que já é um bom começo para chegar até os orgânicos. Para ter o selo ambiental, a unidade produtora tem que se enquadrar nas normas de preservação do ambiente, na segurança alimentar (alimentos sem resíduos e sem contaminantes biológicos)e na relação justa com os empregados. O papel do pequeno produtor é fundamental em todo o processo, sendo por isso beneficiada pela nova lei orgânica,que permite a Certificação Participativa, que dispensa a vistoria pela certificadora, desde que esteja associado ou reunido em grupo, recebendo o enquadramento nas normas pela atividade grupal. Para fixar o homem no campo, creio que falta justiça social, como saúde, habitação, educação, comunicação, etc, isto é, o homem do campo precisa ser valorizado e tenha melhores condições de vida, assim será melhor para todo o país, com menor número de imigrantes nas grandes cidades, com problema de violência, habitação, saneamento básico, etc. Para estimular a produção ecológica no campo, que fixa e valoriza o homem, precisamos de uma melhor divulgação, pois produzir de forma ecológica é bem mais rentável e valoriza o homem e a propriedade.

Pergunta Nº.: 34

Pergunta: oi prof. Silvio bom ñ sei se vc teria a resposta a esta pergunta que vou fazer pois acredito que fuja um pouco do conteudo do curso mas queria saber se vc teria o modo de preparo assim como quantia de cada erva ou substancia usadas nos preparados biodinamicos. caso vc ñ tenha esta informação se souber de algum site que fale sobre isto ou onde eu possa obter estas informações ficari amuito grato. abraços

Resposta: Prezado aluno, vou dar a resposta segundo a Teoria da Antroposofia, que orienta o preparo do movimento biodinâmico. Alguns pontos são mais específicos na agricultura biodinâmica, como por exemplo, o uso dos preparados e o uso do calendário baseado na influencia dos ciclos astronômicos na terra e nas plantas. O preparado biodinâmico tem como base substancias naturais que passam por algum processo de dinamização; os preparados se dividem em 2 grupos: preparados 500 e 501 e o grupo dos preparados 502 a 507. Os preparados biodinâmicos 500 e 501 são usados através de pulverização (spray), diretamente no solo e nas plantas. Os preparados 502 a 507, são usados em adição a compostos e outras formas de adubo orgânico.Estes preparados são os mais fundamentais da agricultura biodinâmica. O material básico do preparado 500 é o esterco bovino, o material do preparado 501 é a sílica moída. Ambos os preparados utilizam o chifre de vaca, não do boi ou touro, como recipiente. Os chifres de vaca são mais apropriados, pela forma de desenvolvimento em espiral, por ser mais denso, pesado e ter a ponta preenchida. Devem ser usados chifres de vacas de meia idade (5 a 8 anos), e podem ser usados três a quatro vezes. O esterco deve estar fresco e provenientes de animais criados a pasto; o esterco de animais que consomem concentrados não é recomendado. A sílica utilizada deve ser o quartzo cristalino, pode também utilizar seixos (pedras de rio), calcedônias (ágatas, sílex, etc) ou mesmo feldspato potássico. Após o enchimento do chifre, com os materiais citados, deve-se enterrá-lo a uns 30 a 40 cm da superfície, sempre na posição horizontal, com a boca levemente inclinada para baixo.Preparado de Esterco: P 500 Onde Atua: atua ativando o metabolismo do Solo, com profunda relação com a biologia, atividade de minhocas, fungos, bactérias, nitrificação, produção de rizobios, comprovadamente atua ativando o astral húmico e interior, a vida interior do soloComo é produzido: com um chifre de vaca sadia, limpo, bem desenvolvido, com grande presença de carapaça calcárea, sendo denso, pesado, oco internamente, de preferência com a ponta espiralada, assim coloca-se esterco fresco, recolhido antes do nascer do Sol, oriundo de animas jóvens e sadios, sem ter pego ainda geada, e preenchido o chifre com o adubo e enterrado no equinócio de Outono, desenterrândo-o no equinócio da primavera. A utilização: é utilizado na forma dinamizada, formando um vórtice alternado em uma barrica ou balde durante uma hora, sua dosagem varia entre 120 a 300 gr para 60 lts de água, é pulverizado com gotas grandes sobre o solo arado ou mexido nos finais de tarde, são três dinamizações por cultivo as consideradas ideais P 501 - Preparado de SílicaOnde Atua: atua ativando os processos de reprodução vegetal e estruturação de substâncias das plantas, abre as plantas para as forças solares, do ar e cósmicas, refletindo na qualidade das células, alimentos, flores, aromas, cores, presença de insetos e na vitalidade dos ambientesComo é produzido: são moídos cristais de quartzo, ametista ou feldspato, finamente na forma de um pó e colocados dentro dos chifres de vacas, enterrados em um local aberto, quente, cerca de 40 cm da superfície do solo, no Solstício de verão, e desenterrado no Outono, é guardado em vidros, recolhendo o Sol da manhãA utilização: é utilizado em estado dinamizado, formando o vórtex durante uma hora, é pulverizado em gotas finas, sobre plantas não muito frágeis, de manhâ bem cedo, o ideal é no nascer do Sol, sua dosagem é bem mais pequena: de 1 a 4 gr, é interessante aplicar-se com a passagem da Lua nas constelações de Gêmeos, Leão, Sagitário e AquárioP 502 - Preparado de Mil Folhas ou Achilea milefoliumOnde Atua: atua no metabolismo do Potássio - K, utilizando o potencial metabólico contido no enxofre - SComo é produzido: colhe-se as flores de aquilea perto do Solstíceo do verão de flores bem amadurescidas, pela manhã, se as flores não estiverem secas podem ser umedecidas, são colocadas dentro de uma bexiga de cervo e dependuradas em local que recolha o Sol da manhã ou da tardezinha, que tenha bastante ventilação, normalmente no alto dos telhados de telhas de barro, durante o inverno são enterradas até a primavera seguinteA utilização: é colocado no composto recém montado em local específico, sua dosagem equvale a 3 gr de preparado por aplicaçãoP 503 - Preparado de Camomila ou Chamomilla OfficinallisOnde Atua: atua no metabolismo do cálcio, controlando o processo contido no nitrogênioComo é produzido: as flores de camomila são colhidas de manhâ cedo e colocadas dentro de um mesentério bovino, formando pequenas salsichas, este intestino não deve ter sal ou ter sua posição original invertida. Enterra-se no equinócio de outono e desenterra-se na primaveraA utilizaçâo: é um preparado de composto, colocado em um local específico, sua dosagem é a mesma que a anteriorP 504 - Preparados de Urtiga ou Urtica dióicaOnde atua: atua no metabolismo do Ferro, evita perdas de Nitrogênio. Traz direção às forças cósmicas do ambiente, é considerada o coração do compostoComo é feito: corta-se as plantas na floração, concentrando-as em uma vala de cerca de 1.0 m de profundidade, forrada de tábuas de madeira, coloca-se durante o inverno e retira-se este preparado 12 meses depoisA utilização: são colocadas no centro do composto vegetal, formando o coração do compostoP 505 - Preparado de Carvalho ou Quescur roburOnde atua: atua no metabolismo do Cálcio regulando sua atividade e na saúde das plantas, regula atividade lunar no desenvolvimento dos cultivosComo é realizado: moemos bem finamente a casca do carvalho colocando-a dentro de um crânio ou cabeça de um cavalo, fechamos a abertura da medula espinhal com um pedaço de osso, e enterramos em uma valeta que contenha limo, em local próximo a água corrente, durante o outono e retiramos durante a primaveraA utilização: é colocado dentro de um compostoP 506 - Preparado de Dente de Leão - Taraxacum officinallis Onde atua: atua no metabolismo do Silíceo e do Potássio, reflete a luz e a influência do Sol sobre as plantas Possui muito Silíceo, Ferro e Cálcio, concentrada dentro do mesentério bovino poderá dinamizar os processos que envolvem as forças e o metabolismo do Silíceo e do PotássioComo é produzido: recolhe-se as flores de Taraxaco entre as 9 as 11 horas da manhâ, deixa-se secar à sombra de forma bem arejada, enchendo-se o mesentério bovino, até ficar do tamanho de uma bola bem apertada, enterra-se no outono e retira-se na primaveraA utilização: colocado no compostoP 507 - Preparado de Valeriana - Valeriana officinallisOnde Atua: atua no metabolismo do Fósforo Valeriana possui muito fósforo em sua composiçãoComo é produzido: as flores são colhidas no verão, à tarde, são espremidas e extraídas sua seiva, formando um extrato que é guardado em vidros fechadosA utilização: dinamiza-se cerca de 20 min em um pequeno balde, aspergindo o produto diretamente em cima do composto, a dosagem corresponde a aproximadamente 1 à 2 cm3 em 10 litros de água morna

Pergunta Nº.: 33

Pergunta: oi prof Silvio tudo bem? bom sobre aquela pergunta anterior que eu le fiz sobre a certificação eu entendi sim e novamente agradeço pela atenção. sendo que alias vc tocou no assunto do acido pirolenhoso e que inclusive vc ja teria me informado anteriormente no tira-duvidas varias coisas em que ele poderia ser utilizado, então fiquei bastante curioso, em saber do que ele é feito? se é extraido de alguma arvore, semente ou coisa assim? como por exemplo teria o oleo de nim que é feito a base geralmente das sementes da arvore neem, vc saberia me informar de onde o acido pirolenhoso é estraido? grato.

Resposta: O ácido pirolenhoso é a condensação da fumaça que sai da queima da lenha para fazer o carvão vegetal. Num chaminé, coloca-se um tubo de ferro comprido com mais de 10 metros, inclinado. Quando a fumaça passa, esfria e condensa na fase líquida. O produto escorre para uma vasilha na boca do tubo e depois é deixado para decantar os resíduos sólidos (alcatrão). Á seguir deve ser destilado, como é feito com bebidas, para retirar as impurezas que estão dissolvidas na mistura (a principal é o alcatrão que é substância cancerígena).

Pergunta Nº.: 32

Pergunta: oi prof Silvio tudo bem queria saber se eu poderia por exemplo utilizar alguns metodos das outras tecnicas de cultivo a não ser a organica tipo a agr. natural a permacultura a agrofloresta biodinamica e obter o certificado organico por exzemplo digamos que eu faça o uso de de preparados biodinamicos meu produto tera o selo organico ou ñ posso utilizar masi de um tipo de tecnica sem agrotoxico grato

Resposta: Pode. Você pode utilizar as técnicas que deseja de cada sistema e ter a propriedade certificada, desde que ela esteja dentro das normas da produção orgânica.Tem alguns procedimentos que uma certificadora aceita e outra não. Por exemplo, o uso de ácido pirolenhoso, a certificadora APAN aceita e certifica quem utiliza. A certificadora MOKITI OKADA não aceita e não certifica que utiliza. Depois de certificado, quando você vai fazer o Plano de Produção das culturas, para apresentar para a certificadora, coloca tudo que vai utilizar e a certificadora aprova os produtos ou não.Aqueles produtos que ela não aceita, você tem que tirar e colocar outros. Entendeu?

Pergunta Nº.: 31

Pergunta: oi prof. Silvio tudo bem? queria saber se vc teria algum preparado paar mim fazer que de preferencia mata-se uns besourinhos verde e amarelo que muitos copnhecem como patriota elas são bastante comuns em pes de feijão de melão etc. inclusive eles comem as folhas principalmente e muitas vezes os melões quando no caso atacam os melões caso tenha conhecimento de algo que eu possa passar nos melões principalmente me avise ok grato

Resposta: Nós estudaremos no curso cada produto alternativo para combate às pragas, inclusive o nim. Esta questão será resolvida na aula de PROTEÇÃO DE PLANTAS do nosso curso. A dosagem de óleo de Nim é 0,5%. Para esse caso, convém testar outros produtos como a terra diatomácea ( nome comercial Insecta)e outros defensivos alternativos que apresentamos no curso.

Pergunta Nº.: 30

Pergunta: oi prof. silvio bom queria entender melhor oq quer diser terra acida ou terra alcalina afinal oq diferencia uma da outra terra alcalina acredito que seja terra calcariada masi afinal oq deixa a terra acida é a falta de algum nutriente seria a falta de calcio e tambem queria saber se o nitrogenio aumenta ou diminui a acidez e por ezemplo eu fiser uma cobertura de solo com pasto comum verde ou ja seco tera diferença ele vai aumentar o nitrogenio ou carbono grato

Resposta: Tem uma tabela: pH=é neutro, abaixo de 7,0 é ácido e acima de 7,0 é alcalino. Como exemplo,uma terra ácida é como uma laranja ácida, o seu suco tem pH baixo ( 3 a 5). Uma laranja doce tem pH alto, acima de 7,0 . Uma laranja lima tem pH neutro=7,0. Então, um solo é alcalino quando tem grande quantidade de nutrientes básicos (de carga positiva) como o cálcio, magnésio e potássio. Agora quando eles são lavados pelas chuvas ou absorvidos pelas plantas, deixam as partículas do solo negativas, isto é, cheias e totalmente envolvidas por nutrientes com carga negativa, como o hidrogênio = H e alumínio= Al - que deixam o solo ácido. Para corrigir o solo então temos que colocar calcário (que tem calcio, magnésio) que tendo os elementos positivos vão neutralizar o H e Al (vai haver um "casamento" das cargas negativas (H e Al)com as positivas (Ca e Mg).Alguns adubos nitrogenados, como o sulfato de amônio é acidificante do solo porque aumenta a carga negativa do solo, ele tem o nitrogênio na forma de amônia (que é ácida) e deixam o solo ácido. Esta é outra razão porque não deve ser utilizado. A cobertura do solo com matéria orgânica, reduz a perda dos nutrientes básicos (cálcio, magnésio, potássio) pelas águas e na sua decomposição libera cálcio e magnésio que ajudam a neutralizar o H e Al.

Pergunta Nº.: 29

Pergunta: Cara silvio. Posso misturar neem à urina de vaca? Posso misturar o quê com a urina ao aplicar? Posso aplicar a urina via solo nas conc. de 10% a 20%?

Resposta: Urina de vaca deve ser aplicado foliar 0,5% em aplicação semanal ou 1% cada 15 dias. Cuidado para não aplicar muito pois pode acidificar as folhas. Pode mistura nesta base em calda bordalesa, calda sulfocálcica e com ácido pirolenhoso. Quanto á mistura com nim não tenho experiência. No solo aplicar no máximo 5%, pois pode provocar acidez elevada.

Pergunta Nº.: 28

Pergunta: Caro Silvio, em minha cidade Rio Verde -GO, não existe que eu saiba propriedade orgânica. Gostaria de saber como implantar uma certificador em minha cidade. Estou amando o curso e quero dar prosseguimento, pois sou agronomo e minha cidade e estadp saõ carentes nesta área. Como eu colocartiam uma certificadora aqui?

Resposta: Há algumas alternativas. É possível montar uma certificadora, porém precisa de uma estrutura jurídica administrativa (presidente, vice, tesoureiro, secretários e vices). Á parte precisa de um Departamento Técnico com um corpo de técnicos certificadores (inspetores de campo). Precisa ter uma Comissão de Certificação com outros três técnicos. Precisa de mais um grupo de produtores para compor a Comissão de Recursos e Ética.Esses técnicos devem fazer as normas da certificadora, baseada na norma brasileira. Então é uma estrutura básica, que não sei se vocês tem condições de montar no seu estado.O que recomendo é formar uma associação de produtores poderá entrar em contato com uma certificadora e assumir o acompanhamento de campo. Ela vai receber as normas e fiscalizar os produtores no campo para orientar os padrões orgânicos. Deu para entender?

Pergunta Nº.: 27

Pergunta: Prezado silvio, Não entendi o aproveitamento do esterco fresco de aves para adubo líquido. Voce fala em adicionar vinagre ou limão, mas que proporção? E qual a concentração do liquido aplicar?. A fermentação é aeróbica ou anaeróbica?

Resposta: No novo regulamento da Lei Orgânica não poderemos mais utilizar esterco fresco de aves, somente compostado. Da mesma forma, poderemos fazer adubo líquido com esterco fresco de aves, misturando outros materiais orgânicos, como humus de minhoca, capins e mato moído, farinha de ossos, etc. Essa recomendação de uso de limão ou vinagre não é minha, eles devem ser adicionados na quantidade suficiente para abaixar o pH abaixo de 5,5. O vinagre ou limão devem ser utilizados para reduzir o pH da mistura, quando os ingredientes que você dispoê são muito alcalinos ( caso da farinha de ossos), pois o pH ideal para a fermentação é em meio ácido, em torno de pH 5. A fermentação deve ser aeróbia (não aeróbica), inclusive é recomenddo que faça injeção de ar (oxigênio)e agitação durante o processo. O ar e a agitação aceleram o processo e permitem melhor fermentação. A aplicação foliar sempre é de 1 a 2%, dependendo do intervalo de aplicação.No solo pode chegar a 5%. Evitar excesso de aplicação, pois tem o mesmo efeito do adubo solúvel e pode liberar radicais livres na seiva, atraindo pragas e doenças. O biofertilizante é uma autêntica "injeção na veia da planta".

Pergunta Nº.: 26

Pergunta: oi prof. Silvio se possivel qeuria saber como seria feito no sistema organico o combate e medidas de prevenção do mildio na videira alem do que fazer qual a epoca adequada paar fazer. grato fernando

Resposta: A recomendação é a pulverização com a Calda Bordalesa ou Calda Viçosa (200 g sulfato de cobre + 100 g de ácido bórico + 300 g de sulfato de zinco + 150 g de cal hidratada em 100 l de água), com baixa dosagem antes do florescimento e doses crescentes (duplicar somente o sulfato de cobre e o cal na calda) após o pegamento das flores. Pode ser utilizado também os fosfitos de potássio. Procurar aplicar produtos que fortaleçam a planta, como silicatos.

Pergunta Nº.: 25

Pergunta: queria saber como é feito o controle de um inseto na verdade ñ sei o nome bem certo dele conheço por mulinha ou burrinho ele é bastante comum em tomateiros que se alimenta de folhas do mesmo tambm encontro eles nas folhas de beterrraba espinache entre outras plantas o inseto tem cor acinzentada acredito que tem entre 0,5cm a 1,5cm mais ou menos de comprimento caso saiba do qual inseto estou falando se possivel me da uma ajuda ai caso tenha em duvida do qual seja se possivel me dis o nome cientifico deles qeu dai eu procuro na internet e depois te digo de certeza ok grato fernando

Resposta: Pela sua descrição se trata de um coleoptero ou um pequeno besouro de coloração preta? Se for esse inseto, há recomendação do emprego da terra diatomácea, que tem o nome comercial de Insecta. Há outros produtos que poderão ser utilizados, como o pirolenhoso 500 ml + extrato de alho 50 gr + pimenta vermelha 5 gr (consultar a sua certificadora, se não há restrição para esses produtos, pois algumas aceitam e outras não). O nim poderá ser testado.

Pergunta Nº.: 24

Pergunta: Se o humus é tão importante assim para a agricultura orgânica por que não se tem produção de humus de minhica em larga escala no país?

Resposta: Boa pergunta. Nós temos uma boa produção,no entanto, a demanda é que é baixa. São muitos motivos que afetam a demanda, como: O valor da tonelada de húmus está em torno de R$ 250,00 - 300,00 que é considerada cara por muitos produtores. O transporte em granel encarece o húmus. Desta forma, cada produtor orgânico deveria ser um produtor de húmus aproveitando melhor os restos vegetais e o esterco de curral, transformando num húmus de alta qualidade. Podemos fazer canteiros de minhocas no campo, para que as minhocas migrem para o solo e melhorem suas características. O húmus pode ser utilizado inclusive para adubação foliar, diluindo uma pequena porção em água. Outro fator que exige cuidado e pode restringir seu emprego é a sua elevada disponibilidade de nutrientes, pois tem relação C/N baixa = 16/1 e se aplicada uma grande quantidade funciona como adubo solúvel, libera nutrientes (radicais livres) na seiva, sendo como uma "injeção na veia". O húmus deve ser aplicado numa composição com o composto orgânico (de lenta liberação) 70 a 80% e húmus 20 a 30% no máximo. Veja a teoria da Trofobiose, pois os mesmos efeitos negativos dos adubos solúveis pode ocorrer com o excesso de húmus e biofertilizantes. Deu para entender?

Pergunta Nº.: 23

Pergunta: na pergunta n° 4 quanto aos fertilizantes minerais seriam os mesmo adubos quimicos de que desequilibram a planta ou seria outro tipo de fertilizante de que esta se referindo? grato

Resposta: Está correta a sua dúvida, pois precisamos alterar a pergunta e colocar: ADUBOS QUÍMICOS DE ALTA SOLUBILIDADE. OBRIGADO

Pergunta Nº.: 22

Pergunta: oi Prof. Silvio saberia me informar de algum tipo de inseticida caseiro que acredito de que seja permitido na agricultura organico ou algum pronto de que eu pudesse adiquirir para comabter a lagarta bastante comum em tomates e phisalys no qual o ultimo mensionado é onde sera aplicado tenho conhecimento desta lagarta po broca-grande-dos-frutos acredito de que seja a mesma lagarta-da-espiga no milho. estaria bastante interessado principalmnete num inseticida que eu pudesse menmo preparar e que desse um bom resultado moro em Vacaria RS caso saiba de alguma plant aou erva de que tenha por aqui seria bem mais facil! grato! abraços fernando

Resposta: Controle alternativo das lagartas do fruto: A praga tem como hospedeiras várias espécies de solanáceas silvestres, como jurubebas, que devem ser eliminadas das proximidades. O uso de Baccillus thurigiensis e Beuaveria bassiana mantém a população baixa. Soluções de inseticidas naturais como nim, pirolenhoso e outros auxiliam o controle. Usam-se armadilhas com feromômio, atualmente para monitorar a entrada da praga na área, ou detectar aumento da sua população. A catação de frutos caídos no chão é também necessária.Colocação de placas com ovos de parasitóides criados em laboratório, como Trichogramma pretiosum Rilley, é recomendado para redução da broca pequena N.elegantalis. Pulverização com Bacillus thurigienses (Dipel, BacControl, etc) para controle de lagartas. Uso de iscas atrativas com feromônios. Emprego de Calda Sulfocálcica, podendo ser misturado extrato de pimenta malagueta e alho. Uso de extrato de nim e o fungo entomopatógeno Boveria bassiana para controle de mosca-branca. Repelentes, como Ácido Pirolenhoso. Emprego de painéis, placas ou faixas amarelas, com adesivos + atraentes, para os insetos vetores como mosca-branca e pulgão. Manter principalmente no período crítico de 45 dias, após o transplantio das mudas.

Pergunta Nº.: 21

Pergunta: oi prof Silvio tudo bom vc me informaria como eu faria para produzir morango organico. como combateria as pragas e doenças quais seriam e como faria para combate-las nas masi diversas formas e preparos de defensivos quando for o caso. grato! abraço fernando

Resposta: Nós temos muitas alternativas para combater as pragas e doenças do morango e outras culturas. Vocês vão ver nas próximas lições que abordam sobre proteção de plantas. O controle começa com um solo sadio, plantas fortes e rústicas e um manejo adequado (como exemplo:irrigação sem molhar as folhas, tipo localizada (gotejo) e cobertura plástica em períodos de chuvas excessivas. Quanto ao uso de produtos defensivos, primeiro utilizamos produtos para fortalecer a planta: sílica, biofertilizantes enriquecidos, fosfitos, etc. Depois pensamos nas caldas defensivas, como Calda Viçosa, Calda Bordalesa e Sulfocálcica. Tudo isso você vai aprender nas próximas lições, qualquer dúvida depois é somente perguntar. Tudo bem?

Pergunta Nº.: 20

Pergunta: Caro Profº Silvio, sei que esta pergunta pode não estar diretamente relacionada ao conteúdo do Curso, mas por favor conto com vossa experiência. Estou abrindo na CEASA uma loja para produtos orgânicos e sei que existem as mais variadas corrente de produção. A razão social será Tarumã Agronegócios Ltda, porém o nome de fantasia será "Girassol Verde - produtos Orgânicos, Natuarais e Alternativos". Quando descrevo (Orgânicos, Naturais) não estou descrevendo a mesma coisa? No caso de alternativos, explico que é porque estarei disponibilizando produtos para pessoas que têm intolerância ao glúten e também à lactose, para os celíacos por exemplo. Peço vossa orientação. Atenciosamente, Ubiratan Pinto da Silva

Resposta: Concordo com a sua opinião, pois um produto pode ser natural e não ser orgânico. Orgânico deve ser um produto certificado e um natural quando é extraído da natureza, que nem sempre é certificado. Alternativo, quando é uma opção de alimento mais saudavel ou específico para pessoas com intolerâncias alimentares.

Pergunta Nº.: 19

Pergunta: Boa tarde Profº Silvio, é permitido fazer compostagem das sobras de hortifruti da CEASA? Este composto pode ser considerado orgânico? Aqui na CEASA-MA como em várias outras existentes pelo Brasil existe um volume assustador de frutas e vegetais impróprios para o consumo humano, eu mesmo recolho uma certa quantidade para complementar a ração de porco, mas é um volume muito grande, há desperdício. Se não for considerado orgânico, será pelo menos um composto, certo?

Resposta: É realmente grande o desperdício de sobras de hortifruti nos Ceasas e poderemos aproveitar em algo útil. Não é recomendável pelas certificadoras o emprego de restos vegetais frescos convencionais na alimentação de animal orgânico.Nas normas é tolerado uma pequena porcentagem da ração animal de 10 a 15% de alimento não orgânico, que deve estar dentro das normas da certificadora local. O melhor mesmo, é você utilizar os restos vegetais para fazer a compostagem e depois aplicar como adubo orgânico. Mesmo assim, esse emprego deve ter autorização da sua certificadora local, que tem por obrigação aprovar a origem do composto orgânico que você irá utilizar no seu cultivo. O alimento convencional que passa por compostagem sofre um processo de decomposição da matéria orgânica,e geralmente ocorre a inativação dos resíduos agroquímicos.

Pergunta Nº.: 18

Pergunta: Voce tem um método prático pra medir o grau baumé da calda sulfocálcica? Não a utilizo por não saber dosar. Como faço na prática?

Resposta: O aparelho que mede o Grau Baumé é o mesmo que serve para medir a densidade de xarope em fábricas de refrigerantes e pode ser adquirido em casas que vendem produtos para laboratórios ou hospitais. Não há outro jeito de medir a densidade a não ser por esse aparelho.

Pergunta Nº.: 17

Pergunta: surgiu um produto novo e patenteado; para uso na agricultura ortânica (Calda Sulfetizante). Creio que seja uma mistura de enxofre com cal mais alguns nutrientes. Voce acredita que este produto patenteado nã seria o começo do processo de tecnologia de produto, como fazem as multinacionais? ´É produto externo, custo mais alto, e pouco acessível ao pequeno agricultor.

Resposta: A calda Sulfertilizante é uma calda sulfocálcica industrializada. Creio que deve haver uma opção de compra de produtos alternativos que sejam difíceis para muitas pessoas produzirem no sítio. No caso da sulfocálcica sua fabricação é difícil e trabalhosa, pois exala muitos vapores e há riscos de queimaduras. Se eu tiver uma calda sulfocálcica de qualidade perto da minha propriedade, de qualidade e com bom preço, prefiro comprar do que produzir. O fato de ser registrado no Ministério da Agricultura é uma exigência da lei brasileira, que quer preservar a qualidade de qualquer produto para agricultura, evitando que o produtor compre produto sem qualidade, que não contenha os ingredientes que traz no rótulo. A calda sulfocálcica é um produto de 1860, tem baixo efeito sobre os inimigos naturais e sobre o ambiente. Mesmo assim, somente utilizamos quando for necessário. O princípio de atuação da sulfocálcica é fertiproteção, isto é, fortalece para proteção e não matar, como os cidas "inseticida e acaricidas" Tecnologia de produto ocorre quando o cultivo tem dependência de agroquímicos, assim como a pessoa drogada está viciada, a planta fica dependendo de adubos químicos e pulverização com pesticidas. O uso de defensivos alternativos deve ter o objetivo primário de fortalecer a planta e não matar.



Pergunta: De que forma a criação de abelhas pode ser benéfica na formação de pomares na agricultura orgânica?

Resposta: É muito benéfica para a polinização das flores. Muitas plantas como a macieira dependem de polinização cruzada, por isso a polinização aumenta muito a produção de frutos.

Pergunta Nº.: 12

Pergunta: Poderia me explicar qual o significado da sigla EM4, que é um dos ingredientes para a produção do Bokashi.

Resposta: O significado é ME=Microorganismos Eficazes, que são bactérias específicas para a decomposição de matéria orgânica, utilizada na compostagem.O nº 4= é a estirpe ou raça do microrganismo.

Pergunta Nº.: 4

Pergunta: Algumas culturas orgânicas tem se utilizado da urina bovina, misturada a água, para aplicações em pomares. Está prática é permitida? Ela tem efeitos comprovados?

Resposta: Sim, é permitido o emprego da urina bovina em aplicações em plantas, em dosagens de 0,5 litro para 100 litros de água em aplicações semanais e 1,0 litro para 100 litros em aplicação cada 15 dias. Convem depois de coletada, deixar tampada num balde por três dias, depois diluir em água e pulverizar.Na prática tem mostrado bons resultados, fortalecendo a planta e dando maior resistência contra doenças.

Pergunta Nº.: 3

Pergunta: Quais são as atividades da aula 01, a que o Senhor se refere no final do material impresso? Não consigo visualizar nenhuma atividade.

Resposta: Caro aluno, muito obrigado pela sua pergunta. Coloquei no final da aula apenas como "um lembrete". Todas as nossas aulas tem atividades, que é responder algumas questões sobre o tema da semana. Você pode realizar as suas atividades, no menu de cada aula e ou no menu esquerdo no item "Responda as Perguntas" selecionando a aula da semana. Qualquer dúvida entre em contato novamente Abraço Silvio

Pergunta Nº.: 2

Pergunta: A uréia é considerada um adubo orgânico?

Resposta: Não é permitida no sistema orgânico, porque tem elevada solubilidade, liberando os nutrientes na seiva, fato que provoca susceptibilidade da planta ao ataque de insetos-pragas e patógenos, causadores de doenças. Outra razão é a contaminação dos lençois de água.

Pergunta Nº.: 1

Pergunta: Prof. Silvio quero parabenizá-lo pela primeira aula estou gostando muito

Resposta: Caro aluno - estarei sempre a disposição para tirar as suas dúvidas.Pode contar comigo!! Abraço - Silvio Obrigado, conte conosco !!!

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