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Estudo aponta perfil do consumidor de orgânicos

O principal desafio brasileiro para manter seu produto no exterior é conquistar o segmentado mercado consumidor orgânico. Apesar de representar apenas 7% do mercado total de alimentos - principalmente em supermercados - este público é responsável por um crescimento anual de 20% em vendas e 70% de giro de produtos. Estes dados foram anunciados em evento realizado pela Apex Brasil e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha em Nuremberg, Alemanha, para cerca de 60 empresários e entidades do setor orgânico. Empresários brasileiros e entidades estão reunidas em Nuremberg para discutir as perspectivas brasileiras na Biofach 2004.

A reunião faz parte do Projeto Organic Brasil, liderado pela Apex Brasil e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sebrae, Instituto Biodinâmico, Planeta Orgânico, Fundação Lyndolfo Silva e Codevasf. Segundo a Apex, o mercado é promissor para os produtos do país e as exportações devem crescer 15% este ano. O Brasil recebe na abertura de seu estande a ministra Alemã da Defesa do Consumidor, Alimentos e Agricultura, Renate Künast. A visita faz parte do programa de incentivo às relações bilaterais promovidas pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. (fonte: LVBA Comunicação 20/02/2004).

GOVERNOS PRECISAM AGIR IMEDIATAMENTE PARA PROTEGER A VIDA NO PLANETA

Greenpeace pede que países mais ricos do mundo disponibilizem recursos financeiros suficientes para criar rede global de áreas protegidas - Kuala Lumpur, Malásia, 18 de fevereiro de 2004 - Ministros do Meio Ambiente de vários países estiveram reunidos hoje durante a Cúpula pela Vida na Terra, a 7a Conferência das Partes (COP-7) da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), que está sendo realizada em Kuala Lumpur, na Malásia. Para o Greenpeace, as negociações sobre a proteção da vida no planeta estão em um estágio crítico e são os representantes de governos reunidos em Kuala Lumpur que devem assegurar que esta reunião não se transforme em outro fracasso. "O futuro das florestas e oceanos do planeta está em jogo e a perda de vida no planeta precisa ser barrada imediatamente", disse Paulo Adário, do Greenpeace, presente à reunião da CDB. "Muito pouco foi feito até agora para cumprir o acordo fechado durante a Cúpula da Terra, realizada há dois anos em Joanesburgo, na África do Sul.

Os governos dos países participantes da CDB precisam começar a trocar promessas e intenções por medidas concretas em defesa da biodiversidade das florestas e oceanos. Isso inclui mais dinheiro a ser colocado na mesa, principalmente pelos países ricos e grandes consumidores de recursos naturais". Para barrar a destruição da biodiversidade no planeta, os delegados reunidos na CDB devem se comprometer com a efetiva implementação de uma rede global de áreas protegidas, que respeite os direitos dos povos indígenas e comunidades locais. Governos das nações ricas e industrializadas devem fornecer os recursos econômicos necessários para apoiar a implementação destas áreas nos países em desenvolvimento. Além disso, todas as Partes da Convenção devem monitorar e relatar a implementação destas decisões.

De acordo com estimativas do Greenpeace, atualmente há um déficit de US$ 25 bilhões para implementar efetivamente um sistema global de áreas protegidas. "Apenas com o dinheiro necessário, podemos garantir que a riqueza de frágeis ecossistemas, como a da Amazônia, seja mantida para as futuras gerações. Governos de vários países devem começar a colocar dinheiro na mesa para reverter a situação de destruição ambiental que atravessamos hoje", disse Adário. Nos últimos meses, o Greenpeace está denunciando a destruição das últimas florestas primárias do planeta e a devastação dos oceanos ao redor do mundo

O Greenpeace está pedindo aos governos que protejam a vida em toda a sua diversidade, respeite os direitos dos povos indígenas e a variedade cultural. Governos de várias partes do mundo precisam banir atividades industriais em larga escala em todas as áreas intactas extensas e estabelecer uma rede de áreas protegidas com efetivo manejo e cumprimento da lei. Como parte da campanha, o Greenpeace vai oferecer o prêmio "Assassinos do Planeta 2004" aos governos que ainda não agiram para deter a perda de biodiversidade na Terra. Durante a CDB, todos os governos dos países industrializados foram nomeados para receber o prêmio, por explorarem as florestas e oceanos do planeta durante séculos acreditando erroneamente que a proteção da biodiversidade não teria custo algum. "Se os governos realmente acreditam nisso, talvez seus representantes também possam abrir mão de seus salários por um ano", disse Adário. Outros indicados foram o Chile, a Austrália e Estados Unidos (Data: 19/2/2004)

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