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Situação ambiental na América Latina se deteriora, diz ONU

O informe é fruto de uma exaustiva análise na qual foram combinados dados socioeconômicos com ecológicos Havana - O meio ambiente se deteriora na América Latina devido à crescente degradação. Relatório das Nações Unidas cita a devastação da terra, danos à biodiversidade, matas em extinção e água contaminada. Ao mesmo tempo em que os indicadores ecológicos continuam piorando, as nações da região não fazem o suficiente e deveriam "seguir um modelo diferente ao utilizado pelos países desenvolvidos" e que "reduza o consumo e o desperdício", afirma o documento. Sob o título de "Geo, América Latina e o Caribe, perspectiva do meio ambiente 2003", o informe é fruto de uma exaustiva análise na qual foram combinados dados socioeconômicos com ecológicos.

A América Latina tem, segundo o relatório, 576 milhões de hectares cultiváveis. No entanto, a desertificação - notável na Argentina, Brasil, Chile, Cuba, México e Peru - e a contaminação por agrotóxicos afetam 313 milhões de hectares, com um prejuízo anual de US$ 2 bilhões. Paralelamente, na década de 90 foram destruídos cerca de 47 milhões de hectares de matas, um problema principalmente grave no Caribe. Pior ainda, muitas nações oferecem incentivos a empresas dedicadas à extração de madeira, diz o informe. Entre os fenômenos de maior impacto, o documento lamenta a contaminação dos recursos hídricos, o que afeta a saúde dos latino-americanos. (Estadão On Line – 18/02/04)

 

UE proíbe o milho da Monsanto

Os governos europeus recusaram-se a permitir a venda de um milho geneticamente modificado da Monsanto por conta de preocupações com questões de segurança. A medida adotada pelas autoridades do meio ambiente, em Bruxelas, mantém em vigor a proibição da União Européia (UE), existente há seis anos, para produtos geneticamente modificados feitos por companhias como Monsanto, Syngenta e Bayer. Está em jogo uma parte do mercado global de biotecnologia que pode alcançar US$ 2 trilhões até 2010, segundo um estudo da UE, informou a agência "Bloomberg News". A Comissão Européia (CE) não conseguiu persuadir a maioria dos delegados a aprovar o milho da Monsanto para uso em ração animal e em processamento industrial. "A proposta não foi aprovada", disse o porta-voz Lone Mikkelsen. EUA, Canadá e Argentina - os três maiores produtores mundiais de produtos transgênicas - têm apresentado reclamações à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre a moratória da UE relativamente a produtos como soja e pelo milho. A França, é um dos principais países a apoiar a proibição, a Alemanha absteve-se. A oposição da Dinamarca, Grécia, Itália, Luxemburgo e Áustria foi suficiente para derrotar a autorização de comercialização.(Finanças & Mercados/Página B12 19 de Fevereiro de 2004)

Plantios nos EUA sofrem contaminação transgênica

Mesmo as plantações americanas que supostamente seriam livres de organismos geneticamente modificados apresentam traços de transgenia, segundo um relatório da ONG União dos Cientistas Responsáveis. O estudo achou pequenas quantidades de sementes modificadas na maioria das sacas de milho, soja e canola tradicionais que analisou.(Jornal Folha de São Paulo - quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004). Brasil será país-tema da BioFach 2005 O Brasil foi escolhido pela APEX - Agência de Promoção das Exportações do Brasil, como país-tema da Biofach 2005, maior evento internacional para produtos orgânicos que acontece anualmente na Alemanha. Este ano, a feira, que começa nesta quinta-feira (19/02) e vai até domingo (22/02), conta com a participação de 45 produtores brasileiros levados ao evento por meio de projeto desenvolvido pela APEX, em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha e também com o apoio do Sebrae -Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.No Brasil, o consumo de produtos orgânicos cresce cerca de 30% ao ano e, como este é um mercado em formação, a tendência de conquistar espaço no cenário internacional é favorável. A abertura de novos canais de distribuição e comercialização tem sido um fator de incentivo para o aumento da produção.Aumentar a venda para esses países representará o crescimento da participação do Brasil num mercado que movimenta 30 bilhões de dólares anualmente. Essa possibilidade estará mais próxima já na BioFach 2004, mas o fato de o Brasil ser o país tema em 2005 é decisiva para a conquista de mercado.(Fonte: PEGN - 19/02/2004).

 
 

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