ADUBAÇÃO VERDE EM CITROS, FEIJÃO E MANDIOCA

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A seguir apresentamos trabalhos sobre a adubação verde em citros e outras culturas, realizada pelo IAC- INSTITUTO AGRONÔMICO DE CAMPINAS:

MONDARDO & LAVINA (1998), demonstraram em estudos realizados com mandioca, que as leguminosas C. mucronata, C. ochroleuca e o guandu não influenciaram positivamente na produção desta cultura nos quatro primeiros anos, sendo necessário a utilização da adubação química recomendada.

Segundo MILLER (1998), a mandioca em cultivo intercalar com mucuna e crotalária proporcionou apenas um maior controle de plantas daninhas, mas não obtiveram melhoras no estado nutricional da planta no mesmo ciclo.

WUTKE (1998), estudando o feijoeiro em rotação com milho e adubação verde afirmou que a utilização da mucuna-preta e da Crotalária juncea no outono-inverno tem efeitos favoráveis para o feijoeiro em sucessão, relativamente aos teores foliares de potássio, cobertura vegetal do solo e índice de área foliar.

A rotação de feijão com milho e adubos verdes também favoreceu a redução da resistência do solo à penetração, a manutenção do teor normal de matéria orgânica do solo e a possibilidade de redução da acidez e o aumento da saturação por bases em profundidade.

Na cultura de citros, segundo SILVA (1995), o emprego de adubos verdes intercalares contribui para a redução da aplicação de nitrogênio mineral, sendo a Crotalária juncea o mais indicado para pomares em formação.

Apesar da produção de frutos não ter sido alterada significativamente pela diminuição da adubação nitrogenada, os tratamentos com crotalária e guandu apresentaram as maiores produções (Quadro ). A adubação verde também reduziu a incidência de plantas daninhas e incrementou a reciclagem de nutrientes em pomares de citros.

QUADRO: Produção de frutos de laranja Pêra (t ha-1) em pomar com diferentes cultivos.
Tratamentos Produção de frutos, em t ha-1
                                      90/91          91/92        92/93             Média
NPK                               2,34               15,11        18,80            12,08 a
2N, PK                           3,19               14,60        19,99            12,59 a
C. juncea                       3,85               19,09        21,81            14,92 a
C. spectabilis                1,60               13,68        16,66            10,65 a
Guandu                         3,08               18,12         23,02           14,74 a
Mucuna-preta              3,49               18,80        19,63            13,97 a
Mucuna-anã                 2,59               17,49        19,08            13,05 a
Lablabe                         2,14               14,82        17,57            11,51 a
Feijão-de-porco           1,68               13,84        18,18            11,22 a
Fonte: Silva, 1995.C.V.(%) =33,36

Edmilson José Ambrosano(1) Nivaldo Guirado; Raffaella Rossetto; Heitor Cantarella; Gláucia Maria Bovi Ambrosano;Eliana Aparecida Schammass; Paulo César Doimo Mendes; Fabricio Rossi;Paulo Cesar Ocheuse Trivelin; Takashi Muraoka; Fernanda Martinelli, Andrea Cristina Lanzoni; Rogério Haruo Sakai; Priscila Helena da Silva; Fernando Augusto Tassani Bréfere; Ana Paula. Godoy e Aadriano Belizário.
Projetos financiados pela FAPESP - (1998/16446-6) , CNPq - (520809/01-7) e FINEP - FNDCT/CT-INFRA.
Apoio: Sementes PIRAI; ECOSOLO BIOLAND; ITAFORTE e NIM do BRASI